hare krishna hare krishna krishna krishna hare hare hare rama hare rama rama rama hare hare

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

HARE KRISHNA

 

 

Sua Divina Graça
Sri Srimad Bhaktivedanta Swami Maharaj Prabhupada
Paramahamsa Thakura Mahashaya

Fundador Acharya da Sociedade Internacional
para a Consciência de Krishna

 

"Hare Krishna"

 

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

 

 

      

Prabhupada Pranati

namah om visnupadaya krsna-presthaya bhutale
swami sri bhaktivedanta prabhupadaya te namah
gurvajnam sirasi-dhrtva saktyavesa sva-rupine
hare-krsneti mantrena pascatya-pracya-tarine

visvacarya prabaryaya divya karunya murtaye
sri bhagavata-madhurya-gita-jnana pradayine
gaura-sri-rupa-siddhanta-sarasvati nisevine
radha-krsna-padambhoja-bhrngaya gurave
namah

"Ofereço minhas humildes reverências à Sua Divina Graça Srila Bhaktivedanta Swami Maharaj Prabhupada, que é um companheiro querido de Krishna e que descendeu de Goloka para este plano. Concentrado na instrução de seu Guru, ele é Shaktyavesha (recebeu poder divino) Avatar de Nityananda Prabhu personificado. Ele distribuiu o mantra Hare Krsna em todo o mundo Oriental e Ocidental, assim liberou e elevou todos os seres caídos.

Ele é o melhor entre milhões de Jagat-Gurus, pois ele é a personificação da misericórdia divina. Ele distribuiu o doce néctar do Srimad Bhagavatam e o conhecimento transcendental do Bhagavad-gita por todo o mundo. Ele está constantemente ocupado no serviço exclusivo a Srila Bhakti Siddhanta Sarasvati Prabhupad, Srila Rupa Goswami e Sri Gauranga Mahaprabhu. Ofereço minhas humildes reverências a Srila Prabhupada, que é como uma abelha que sempre tenta saborear o Néctar dos pés de lótus de Sri Sri Radha e Govinda".

      

 

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

 

HARE KRISHNA

 

 

Prabhupada

 

MAHAMANTRA HARE KRISHNA

   

     

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

   

   

 

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

Sri Chaitanya Shikshamritam

(http://www.nitaigaura.com.br/xikxa01.html)

de
Srila Bhaktivinoda Thakur Prabhupada

 

Processo de Nama-Bhajan
(Capítulo 6)

 A consciência sobre a característica da verdade transcendental constitui Swarupa-Siddhi. É o conhecimento sobre a verdadeira relação. Quando surge o conhecimento sobre relação, obtém-se Abhidheya na forma do cultivo de Prema e Prayojana, i.e. necessidade de Prema. O Chit-Dhama de Krishna, Chit-Lila de Krishna estão todos inclusos em Prema Tattva, que é a verdade da necessidade. No Prasna Upanishad, decide-se sobre Bhajan do Nome de Deus. O Nome Divino é afirmado como eternamente verdadeiro. O Nome de Krishna é aceito como Sua Manifestação neste mundo. Apesar de Nama consistir de uma combinação de letras, ainda assim é uma Manifestação especial de Krishna. Segundo o fato de que não há distinção entre Nama e Swarupa, Sri Krishna descendeu de Goloka-Vrindavana assumindo a forma de Nama. Assim o Nome de Krishna é a primeira informação com Ele. O Jiva deve portanto aceitar Seu Nama, se desejar obter Krishna. Sri Gopal-Guru Goswami, um dos discípulos mais queridos de Sri Swarupa Damodara Goswami, citou o Agni Purana em seu Harinamamrita-nirnaya, que diz, se alguém pronunciar "Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare" mesmo sem querer, não há dúvida de que vai obter seu objetivo desejado. O Brahmanda Purana diz, se alguém recitar "Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare", vai se livrar de todos os pecados. O maior pregador de Harinama e coletor de Seus dados relevantes é Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu. As palavras Hare Krishna que saem de Seus lábios inundaram o mundo com o vasto oceano de Prema. Sriman Mahaprabhu instruiu as pessoas para adotarem o rosário de Nama:

Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

que consiste de dezesseis palavras e trinta e duas letras [em Devanagari]. Tudo isto está descrito no Sri Chaitanya Charitamrita e Sri Chaitanya Bhagavata. Sri Gopal-Guru Goswami explicou o significado desses Nomes da seguinte forma:

"Por meio da pronúncia de Hari, remove-se todos os pecados das pessoas de mentalidade pecaminosa. Quando se toca no fogo sem saber, vai se queimar. Quando se pronuncia Harinama, exibe-se a verdade de Deus como "Chit-Ghana-Ananda", i.e. personificação da bem-aventurança sensível eterna e extingue-se "Avidya" que é a raiz do mal. Por isso, chama-se Harinama, ou é Harinama porque expulsa os três tipos de sofrimento de todos os seres sensíveis e insensíveis, ou porque cativa a mente de todo o mundo por meio do ouvir e cantar de Suas boas qualidades transcendentais inerentes, ou porque rouba a mente das pessoas e de todos os Avataras pois sua doçura transcende à doçura e beleza de uma infinidade de cupidos do amor. "Hare" é caso indicativo do termo Hari, ou segundo o Brahmasamhita, Aquela que pode roubar a mente de Hari por causa de Seu amor e afeição inigualáveis se chama "Hara", e se aplica somente à Srimati Radhika, filha do rei Vrishabhanu, e no caso vocativo Ela é "Hare".

Segundo o Agama Shastra, o significado de Krishna é Quem atrai ou Quem cativa. Krishna é derivado da raiz "Krish", i.e. atrair, e com a aplicação do sufixo "Na", indica bem-aventurança suprema. Portanto, Ele é o Grande Atraente, Ele é o Brahman Supremo e a personificação da bem-aventurança eterna. Krishna no caso indicativo é Krishna. Shiva diz no Agama: "Ó deusa! Todos os pecados são retirados com a pronúncia de "Ra", e "Ma" é uma porta fechada que previne a entrada do pecado novamente". Este é o significado de "Rama". Os Puranas também afirmam: "O significado de "Rama" é Aquele que é o Deus do Lila amoroso conjugal e que está sempre ocupado em diversões amorosas com Sua companheira eterna Sri Radha". Portanto, "Rama" indica somente Krishna e ninguém mais. Mostraremos a implicação de cada Nome no curso da discussão sobre Nama-Bhajan.

Os devotos que estão no estágio ascendente de Prema cantam e memorizam séries de "Hare Krishna Nama" fazendo a contagem em contas. Durante a hora do cantar e memorizar, eles cultivam constantemente o Swarupa transcendental, pois sabem o significado do Nama. No curso do cultivo constante, todo o mal é removido bem depressa e o coração se torna puro. Por meio do recitar do semblante de Harinama e da ponderação constante sobre o Seu significado, o Nama transcendental vai aparecer naturalmente no coração puro deles.

 

     

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

     

      

     

Uma explicação sobre Deus de Srila Bhaktivinoda Thakura Prabhupada, também extraída do Sri Chaitanya Shikshamritam, Capítulo 1:

Apresentação Geral de Paramartha-Dharma

Três tipos de coisas são percebidas neste mundo. Deus, os seres vivos e os objetos materiais. Tudo aquilo que não possui o poder de vontade é um objeto material. Terra, pedra, fogo, ar, céu, casa, madeira, milho, pano, corpo, etc. não têm vontade (desejo), por isso são denominados matéria. Animais, pássaros, vermes, insetos, possuem sensibilidade, e os poderes de pensar e volição. Nenhum ser sensível tem a capacidade de pensar e vontade no mesmo nível que o homem. Por esse motivo, o homem é tido por alguns como o líder de todas as coisas animadas e inanimadas. Deus é o criador de todos os seres animados e inanimados. Não podemos vê-Lo porque Ele não tem um corpo material. Ele é o ser pleno e perfeito com sensibilidade pura. Ele é o nosso Criador, Mantenedor e Controlador. Obtemos bem-estar ou desgraça de acordo com o Seu desejo. Ele eternamente é o Rei Supremo em Vaikuntha (região além deste mundo e do céu). Ele é o Senhor de todos os senhores, e o universo funciona de acordo com Sua Vontade.

Deus não tem aparência grosseira como a dos corpos materiais, por isso não podemos percebê-Lo com nossos sentidos. Por esse motivo, os Vedas [escrituras reveladas] O chamaram de sem-forma. Cada coisa possui sua natureza essencial, Deus também tem a Dele. Essa natureza é material para os objetos materiais e sensível para os seres sensíveis. Embora sejamos seres sensíveis, fomos providos com corpos materiais, e nossa natureza sensível fica escondida sob a cobertura da natureza material. Mas Deus é Sensibilidade Pura. Ele não tem outra natureza além de Sua Natureza Sensível. Essa Natureza Sensível é Sua Forma. Podemos ver essa Forma somente com nossos olhos sensíveis, isto é, os olhos da devoção , e não com os olhos materiais.

Alguns homens desafortunados não acreditam em Deus, seus olhos sensíveis estão totalmente fechados. Não sendo capazes de verem a forma de Deus com seus olhos materiais, concluem que não há nenhum Deus. Do mesmo modo como cegos de nascença não podem perceber a luz do sol, os ateus não são capazes de acreditar em Deus. Por natureza, todo homem acredita em Deus. Somente aqueles que aprendem discussões desleais com idéias tolas de más companhias, gradualmente se tornam vítimas do controle de procedimentos errados e não reconhecem a existência de Deus. Eles são os únicos perdedores, que mal há para Deus devido à descrença deles!

Quando falamos sobre a região de Vaikuntha (mundo espiritual), não devemos concebê-la como um lugar material. Locais como Madras, Bombaim, Cashmere, Calcutá, Londres, Paris etc. são materiais (terrestres). Temos que atravessar vários países e regiões para ir até eles, o que leva muito tempo através de navios ou de trens. Também temos que mover nossos corpos materiais para esse propósito. Mas em Vaikuntha não é assim. É uma região além de todo o mundo material. Ela é Chit (sensível, não material), eterna (imutável) e perfeita (sem falhas). Não pode ser percebida, por estes olhos, nem concebida por esta mente.

Há quatro motivos para que homens em diferentes condições de vida, tentem assegurar o prazer Divino. Eles são: medo, esperança, senso de dever, ou apego. Os estimulados pelo medo, adoram a Deus por temerem o inferno, domínio econômico, doenças e a morte. Os impulsionados pela esperança, servem a Deus com preces para obterem prazeres mundanos e melhoria das condições de suas vidas mundanas. O serviço a Deus produz muita bem-aventurança, por isso, muitos que estão ocupados nesse serviço devido ao medo ou à esperança, após algum tempo, abandonam esse medo ou esperança e ficam apegados à devoção pura. Há outros que adoram o Criador, com sentimento de gratidão, devido ao apego. A preferência que faz a mente ir em direção a alguma coisa assim que a vê, sem nenhuma deliberação a respeito, é chamada apego. Quando essa preferência surge na mente de alguém por estar meditando em Deus, significa que ele serve a Deus sob influência do apego. O serviço a Deus não é tão puro nos casos sob influência de medo, esperança ou sentimento de dever. Os verdadeiros servos devotados são aqueles ocupados no serviço a Deus através do caminho da devoção pura.

O Senhor Supremo vive nessa Morada Transcendental. Se conseguirmos agradá-Lo através do serviço, seremos levados a esse Mundo Divino, e eternamente desfrutaremos do Serviço Bem-aventurado a Ele. No mundo mundano a felicidade não é permanente, mas sim, altamente efêmera, como bolhas na água. Para falar a verdade, tudo na Terra é cheio de sofrimento. O próprio nascimento já é muito doloroso. Após o nascimento temos que trabalhar para o sustento do corpo, o que também é um sofrimento. Além do mais, o corpo é um reservatório de todos os tipos de doenças. Somos sujeitos às estações do ano, como inverno e verão, temos que nos submeter a algum trabalho físico para nos protegermos delas. Para conseguir riqueza é necessário trabalho árduo. Há muitos problemas na formação de um lar. A vida matrimonial é aparentemente feliz e promissora, mas quando surgem filhos, os problemas vêm um após o outro. Na velhice tudo se torna vazio. Não só isso, vida em comunidade sempre produz muitas intrigas. Considerando tudo isso, chegamos à conclusão de que não existe verdadeira felicidade no Samsara [ciclo da vida material - repetidos nascimento-velhice-doença-morte]. Obter alívio temporário dos sofrimentos e pesares é considerado como felicidade aqui neste mundo. O fato é que a vida no Samsara é cheia de problemas, se conseguirmos alcançar Vaikuntha Dhama, a Morada do Senhor Supremo, não haverá mais Sukha [felicidade mundana] Dukha [sofrimento], lá desfruta-se eternamente da Bem-aventurança Perene. Por isso, nosso dever sagrado é servir ao Senhor.

Ao obter o conhecimento da Verdade, a partir desse mesmo dia, devemos ir atrás do serviço ao Senhor Supremo, que é o verdadeiro propósito da vida. Geralmente, a mentalidade é a seguinte: vamos desfrutar do mundo, e quando ficar velho, aí é que procuraremos servir ao Senhor Supremo. Maldição! Perdemos o Objetivo de nossas vidas! O tempo é precioso. Por isso, no dia em que sabemos da Verdade, a partir desse mesmo momento, devemos nos esforçar para conseguir o Objeto. Obter nascimento como um ser humano é um feito extremamente raro, e mais ainda, a morte é imprevisível, podemos encontrá-la a qualquer momento.

É errado pensar que durante a infância não se pode servir ao Senhor. A História mostra que Druva e Prahlada adoraram o Senhor na infância, e O encontraram pessoalmente, sendo assim abençoados. Se eles conseguiram isso, por que outros também não podem? Não deve haver nenhuma dúvida a esse respeito. Tudo aquilo que praticamos na infância, acaba sendo a natureza de nossa vida.

Há uma profunda relação entre Jiva e Deus, que pode ser percebida com o alvorecer do apego amoroso. Apesar dessa relação ser eterna, ela permanece oculta nos Jivas presos à matéria. Ela se revela sempre que tem uma oportunidade. Do mesmo modo como o fogo surge quando riscamos um fósforo ou uma pedra de isqueiro, através do Sadhana (prática de métodos adequados) essa relação desperta, e oferece serviço a Deus através de medo, esperança, ou sentimento de dever. Druva serviu a Deus, primeiramente, com esperança de conseguir um reino, mas quando despertou o apego amoroso através da prática, devido à relação sagrada, não aceitou mais benefícios para desfrute mundano.

Entretanto, medo e esperança são desprezíveis. Quando um praticante incrementa sua sensibilidade, abandona o medo e a esperança, e o sentimento de dever se torna sua única base. Ele não abandona o sentimento de dever, até que haja o despertar do apego amoroso a Deus. O sentimento de dever produz a confirmação sobre o apego amoroso a Deus. O sentimento de dever produz a confirmação sobre os mandamentos das escrituras e a rejeição a atos proibidos. Os procedimentos para serviço a Deus, que grandes sábios do passado escreveram nas escrituras após deliberações, são conhecidos como regras ou mandamentos. O honrar das regras e mandamentos escriturais cresce pelo gerenciamento do sentimento de dever.

Através de uma consideração cuidadosa sobre os fatos históricos dos povos de diferentes países e continentes, será evidente que a fé em Deus é naturalmente comum entre os homens. Tribos selvagens se sustentam com a carne de animais, mesmo assim, adoram o Sol e a Lua, montanhas e rios, ou grandes árvores, pois acreditam que são os supridores de suas necessidades, e seus controladores. Qual o motivo disso? A natureza da sensibilidade do Jiva, embora profundamente presa à matéria, mostra sinais de suas características, como na forma da fé divina em qualquer grau que seja, isso é perfeitamente percebido se a sensibilidade não estiver muito coberta. Somente depois de alcançar o status de civilização, através do cultivo de vários tipos de conhecimento, é que o homem encobre a fé com raciocínios errôneos, e se apega mentalmente ao ateísmo, ou a alguma doutrina de aniquilação como o monismo absoluto. Devemos concluir que tal mentalidade absurda é sintoma da condição doentia da sensibilidade debilitada. Existem três estágios intermediários, que se percebem na vida humana, entre o totalmente incivilizado e aquele possuidor de uma ótima fé em Deus. É nesses três estágios que as doenças do ateísmo, cepticismo, niilismo etc. obstruem o progresso gradual do Jiva e conduzem alguns homens a posições muito rudes. Os que sofrem essas doenças permanecem confinados nessa situação e não obtêm competência para se elevarem a formas de vida superiores. Não é sempre que todos os homens nesses estágios sofrem o ataque dessas doenças. O progresso gradual natural da humanidade faz com que tribos incivilizadas, através da civilização, moralidade e educação, adotem o Varnashrama-Dharma (procedimentos para as quatro classes e ordens principais da vida social) e assim se tornem devotos, através da prática de devoção a Deus. Por outro lado, quando aparecem obstáculos na forma dessas doenças, surge uma condição de vida muito artificial.

Os homens em diferentes países e continentes adquiriram naturezas distintas. A natureza humana original é a mesma em qualquer lugar. As naturezas secundárias são diferentes.

Embora a natureza principal seja a mesma, ainda assim, não encontraremos dois seres humanos que tenham naturezas secundárias iguais em todos os sentidos. Como é que homens nascidos em países distintos têm a mesma natureza, ao passo que dois irmãos de uma mesma mãe são diferentes em aparência e natureza, nunca iguais em todos aspectos? As águas, atmosfera, cordilheiras, florestas, alimentos e vestimentas são todos diferentes em diversos países. Devido a isso, a estrutura corpórea, cor da pele, hábitos, roupas e comidas originais de cada país se tornaram diferentes, de acordo, com as diferentes naturezas desenvolvidas em compatibilidade com os respectivos ambientes. A condição mental também é diferente em cada país em particular. As inclinações em relação a Deus, incluídas aí, embora iguais em princípio, tornam-se diferentes por causa das distinções de linguagem, vestimentas, alimentos, temperamentos etc.. Essas diferenças secundárias não causam nenhum dano quando consideradas sob um ponto de vista imparcial. Não há nada de errado na hora da realização, se existir unidade em relação ao objeto de adoração principal. Portanto, o Senhor Chaitanya Mahaprabhu ordenou que adoremos a Deus, que é essencialmente Sattva Puro (plenamente livre de qualquer toque material), e não caluniemos os sistemas de outros adoradores.

Devido às razões acima, nota-se as seguintes diferenças nas diversas religiões promulgadas por homens em países distintos: 1) os Acharyas [mestres espirituais] ou preceptores, 2) preferências mentais e conceitos, e dos adoradores, 3) os sistemas de adoração, 4) conceitos e atos convencionais em relação ao objeto de adoração, e 5) nomes e palavras de acordo com os diversos idiomas.

Sobre a diferença referente aos preceptores, Rishis, ou sábios em alguns países (como o nosso), ou profetas como Maomé em outros, ou ainda grandes almas como Jesus em outros, e muitos eruditos de vários países têm sido recipientes de reverências especiais e honra. É dever sagrado das pessoas em seus países respectivos, veneram corretamente seus Acharyas. Mas não é certo propagar insistentemente controvérsias sobre a superioridade dos Acharyas de seu país em relação aos de outro, embora possa cultivar tal crença, a fim de adquirir firmeza em sua fé. Essas desavenças não trarão nenhum benefício para a humanidade.

Sobre as preferências mentais e conceitos dos adoradores respectivos, a adoração em alguns países é feita pelo processo de sentar-se em assentos adequados, manter as mãos e dedos em posições específicas, controlar a respiração num certo modo, etc., noutros, pelo processo de usar vestes soltas, e de forma alternada levantar e cair ao chão cinco vezes por dia, com a face voltada para o templo principal de adoração de acordo com a fé em particular; ainda em outros países, através de se ajoelhar com mãos postas, em casa ou em locais públicos de adoração, oferecendo preces com humildade e pronunciando orações ao Senhor. Nestes, existem várias especializações regionais em matéria de vestimentas para a adoração, comestíveis, comportamento, santidade, tipos de profanações, etc.. Ao observar os modos de adoração prevalecentes em regiões distintas, suas diferenças serão notadas claramente.

As diferenças são singulares entre os conceitos e atos convencionais em relação ao objeto de adoração nas diversas regiões. Uns têm os corações cheios de devoção, Figuras e Imagens de Deus concebidas na alma, na mente e no mundo, as quais adoram com a percepção interna de que sendo mais inclinados à razão, concebem Deus mentalmente, e O adoram assim, não admitindo nenhuma imagem ou figura. Na realidade, as figuras são as mesmas de uma forma ou de outra.

Sobre as diferenças de linguagem, alguns dão certos nomes a Deus e denominam sua religião diferentemente, usando palavras distintas na hora da adoração.

Devido a essas cinco diferenças, as diversas religiões do mundo produziram uma grande desunião, a qual é bem natural. Mas o que não é direito são as desavenças e brigas causadas por essa desunião, que fazem um grande mal para a humanidade. Se acontecer de estarmos presentes nos locais de adoração de outra religião, no ato da adoração, devemos ter uma atitude respeitosa, com a seguinte mentalidade: "Aqui está sendo adorada minha Entidade Suprema adorável (Deus numa forma diferente da minha). Por ser uma prática diferente da minha, não posso compreendê-la plenamente, mas por observar, sinto um maior apego pelo meu sistema. A Entidade Suprema (i.e., Deus) não é mais que uma. Prostro-me com reverência perante Sua imagem, como estou vendo aqui, e oro ao Senhor que adotou esse aspecto diferente, para que incremente meu amor por Ele, na forma aceita por mim". (Vide as preces de Sri Hanuman que afirmam Sri Ramachandra como seu Senhor exclusivo, embora ontologicamente não haja diferença entre Ramachandra e Sri Narayana).

Aqueles que não agem dessa forma e caluniam os sistemas diferentes, com sentimentos de inveja, ódio ou malícia, são altamente tolos e lamentáveis. Eles não têm amor pelo seu objeto de busca, tanto quanto têm por desavenças e brigas inúteis.

Só há uma ressalva sobre esse ponto. É lamentável caluniar processos diferentes de adoração, mas quando existem falhas reais, elas nunca devem ser respeitadas , muito pelo contrário, é benéfico para os Jivas, tomarem providências para erradicá-las de forma concreta. Foi por isso que Sri Chaitanya Mahaprabhu argumentou com Budistas, Jainistas e professores da não-distinção, e os fez adotar o caminho adequado. O comportamento do Senhor deve ser modelo para Seus devotos.

As religiões onde prevalecem os males do ateísmo, cepticismo, materialismo, negação da alma, como epicurismo, panteísmo, politeísmo e monismo da não-distinção, não devem ser consideradas pelos devotos. Devem ser vistas como anti-religiões, pseudo-religiões e religiões falsas. Seus seguidores são muito desafortunados. Os Jivas devem tentar se proteger ao máximo contra esses males. Amor puro é a virtude eterna dos Jivas. Mesmo se apresentar essas cinco diferenças, uma religião é verdadeira, se o seu objetivo for a obtenção do amor puro por Deus. Não é direito brigar sobre diferenças externas. Se o objetivo for o amor puro, então todas as outras circunstâncias dessa religião devem ser aceitas como adequadas. As doutrinas do ateísmo etc., citadas acima, não são naturais, e são antagônicas ao amor.

O amor por Krishna é que considera-se como puro, amor imaculado. A natureza do amor exige que ele se abrigue em alguma entidade (Ashraya) e aceite outra entidade como seu objeto (Vishaya). Não pode existir amor sem Ashraya e Vishaya. O coração do Jiva é o Ashraya do amor. E somente Krishna é o Vishaya do amor. Quando o amor imaculado surge em sua plenitude, faz com que o caráter da entidade adorável, por meio do Brahman, Ishvara e Narayana, culmine em Sri Krishna. O néctar do caráter de Sri Krishna tratado no Srimad Bhagavatam, a jóia suprema de todas as escrituras, é a verdade obtida pelo grandioso sábio, Srila Vyasadeva, no seu Samadhi ou meditação profunda, com controle dos sentidos e concentração da mente na contemplação de Deus. Srila Vyasadeva teve o Bhakti-samadhi [vivência devocional de Deus] inato, ao ser aconselhado por Sri Narada, o sábio celestial, e viu a Natureza Plena de Sri Krishna. Ele narrou o caráter da Entidade Suprema, Sri Krishna, através do qual gera-se a devoção amorosa a Ele nos Jivas, e acaba-se com todas suas aflições, distrações e temores. Os Jivas obtêm dois tipos de concepção, de acordo com suas respectivas competências, quando estudam ou ouvem sobre o Caráter de Sri Krishna: elas são conhecidas como Vidvat-Pratiti (concepção pelo saber) e Avidvat-Pratiti (concepção pelo que não é verdadeiro saber). O caráter de Sri Krishna é visível aos olhos mundanos durante Sua existência no mundo, mesmo assim, causa Vidvat-Pratiti nos verdadeiros sábios e Avidvat-Pratiti em homens de mentalidade material. Quem desejar entender plenamente esses dois tópicos deve procurar o Sat-samdarbha (de Sri Jiva Goswami), o Bhagavatamritam (de Sri Sanatana Goswami e Sri Rupa Goswami), ou o Sri Krishna-samhita [do próprio autor, Srila Bhaktivinoda Thakur], para um estudo cuidadoso sob a guia de professores competentes. Seria impraticável tratar sobre eles aqui neste livro. Em resumo, pode-se dizer que a concepção com a ajuda de Vidhya-shakti (poder verdadeiro do saber) é Vidvat-Pratiti, e com a ajuda de Avidya é Avidvat-Pratiti.

Todas controvérsias que surgem sobre o Caráter de Sri Krishna são devidas a Avidvat-Pratiti, enquanto que nenhuma surge por causa de Vidvat-Pratiti. Quem desejar obter a verdadeira bênção espiritual, deve imediatamente adquirir Vidvat-Pratiti. Qual a necessidade de perder o verdadeiro interesse pessoal, por causa de discussões controvertidas sobre Avidvat-Pratiti.?

A partir daqui, vamos dar orientações sobre Vidvat-Pratiti. Vidvat-Pratiti só é possível para aqueles capazes de ultrapassar o pensamento sobre a matéria, e entendem o que é Chit, isto é, sensível ou supra-material. Eles enxergam a Beleza de Krishna com seus olhos-Chit, ouvem as descrições de Seus Passatempos com seus ouvidos-Chit, saboreiam-No em todos aspectos com sua Chit-Rasa (faculdade supra-material de saborear). Todos passatempos de Sri Krishna são Aprakrita (transcendentais) e além do âmbito da matéria. Krishna pode se tornar Objeto da visão material por Sua potência inconcebível, mas os olhos e outros órgãos materiais não podem naturalmente recebê-Lo em seu campo de percepção. Os passatempos de Deus que ficam ao alcance dos órgãos dos sentidos durante Seu período de estadia neste mundo, também, não podem produzir o fruto da visão etc. de Deus, a menos que o observador tenha obtido Vidvat-Pratiti. O fato é que geralmente só Avidvat-Pratiti está disponível. Muitos pensam que a Entidade de Krishna não é eterna, devido a Avidvat-Pratiti, assim imaginam o nascimento, o crescimento, a degeneração etc. do corpo de Sri Krishna. Por causa de sua Avidvat-Pratiti, o estado Nirvishesha (não-distinção) parece ser real, e o de Savishesha (distinção), parece material ou mundano. Assim, ao pensarem que há distinção na Entidade de Krishna, decidem que é mundana. Não é função da faculdade da razão averiguar o que é a Entidade Suprema. Como o poder humano da razão, que é limitado, será capaz de agir a respeito da Entidade Ilimitada? Conseqüentemente, só se pode conhecer e vivenciar (saborear) a Entidade Suprema por meio da faculdade de Bhakti (devoção), que está latente nos Jivas. O que denominamos como Nirmala-Prema (amor puro imaculado), chama-se Bhakti em seu estado preliminar. Vidvat-Pratiti não surge sem a graça de Sri Krishna, e por Sua graça, Vidvat-Shakti [poder do verdadeiro saber] se torna ajudante dos Jivas.

Entre todas concepções sobre a Entidade Suprema prevalecentes no mundo, a única adequada para Vimala-Prema é aquela sobre a Natureza de Sri Krishna. As concepções sobre Alá, encontradas nas escrituras Muçulmanas, não são adequadas para aplicação em Vimala-Prema. Até mesmo Seu amigo mais querido, o Payagambara (Profeta), não é capaz de encontrar Sua Natureza, visto que a Entidade Adorável mantém uma distância de Seu adorador devido à Sua Majestade, mesmo que Se dispondo amigavelmente. Deus concebido na religião Cristã, também Se mantém longe do adorador, que dizer então sobre Brahman. Sri Narayana também não é acessível ao livre amor dos Jivas. O único Objeto para Vimala-Prema direto (vide Bhakti-rasamrita-sindhu 1.1.11) está presente em Vraja (Vrindavan, etc.) da natureza Chit (transcendental).

A Dhama (região) de Krishna é repleta de bem-aventurança. Embora a majestade exista em sua totalidade, ela não tem predominância. Lá, tudo é pleno de doçura e bem-aventurança por natureza. A riqueza consiste de frutas, flores e galhos. Os únicos súditos são o rebanho bovino, os meninos pastores de vacas são os amigos, as meninas pastoras de vacas são as companheiras, a alimentação consiste de leite, manteiga e coalhada. Todas as florestas e bosques estão saturadas de amor por Krishna. O rio Yamuna ocupa-se no serviço a Krishna, e toda a natureza O serve. A Entidade que é recipiente de veneração e adoração como Para-Brahman em qualquer outra parte, é a única Riqueza da vida nessa região, e em algumas vezes é igual ao adorador, e em outras, inferior ao adorador. Se não fosse assim, como é que o insignificante Jiva pode fazer amor com a Entidade Suprema? Ele é altamente esportivo, Mestre do desejo, e intensamente deseja o Vimala-Prema dos Jivas. Ele é o Senhor por Natureza, será que Ele anseia pelo amor das pessoas, ou obtém prazer em satisfazer-Se com a adoração delas? Sri Krishna, que é a fonte da mais primorosa e saborosa doçura excelente da esportividade, obtém bem-aventurança na Vrindavan transcendental, ao admitir Sua igualdade e inferioridade em relação aos Jivas, que são o receptáculo de tal doçura saborosa, ao manter toda Sua majestade oculta sob Sua encantadora doce suavidade. Para aqueles que determinaram como objeto de suas buscas o puro e imaculado amor em sua plenitude, quem mais além de Sri Krishna pode ser o Vishaya desse amor? Embora, termos como Krishna, Vrindavan, Gopa, Gopi, Yamuna, Kudamva-salumva etc. possam não ser citados em algumas partes, devido a diferenças lingüísticas, ainda assim, os termos que se usam para nomes, regiões, e tudo necessário que se usa para os denominar terá de ser admitido pelos cultivadores do amor puro. Portanto, não há outro Vishaya para o amor puro além de Sri Krishna.

Se a tendência ao apego de Raga puro ainda não despertou, o praticante deve se devotar a Krishna por sentimento de dever , e adotar os Vidhis (observação das injunções e proibições ordenadas nos Shastras) principais e secundários. Se considerarmos com profundas deliberações, veremos que existem apenas dois caminhos para cultivar amor por Krishna, isto é, Vidhi e Raga. Raga é raro, e quando surge, Vidhi não se aplica mais ao cultivador. O dever principal dos seres humanos é estar sob a direção de Vidhi até que Raga seja gerado. É por esse motivo que os Shastras mencionam dois caminhos, ou seja, o caminho de Vidhi e o caminho de Raga. O caminho de Raga é bem auto-suficiente, por isso não existem regras. Somente pessoas extraordinariamente afortunadas e altamente competentes é que são capazes de andar nesse caminho. Por esse motivo, somente as regras para o caminho de Vidhi é que foram estabelecidas sistematicamente.

Até mesmo aqueles que desafortunadamente negam a existência de Deus, formulam alguns "Vidhis" ou regras para o gerenciamento dos meios de subsistência e preservação da vida. Esses "Vidhis" são chamados de moralidade ou regras morais. A moralidade que não possui nenhum sistema estabelecido para meditação em Deus, mesmo que seja muito boa em outros aspectos, não é adequada para o propósito de tornar a vida humana frutífera e eficaz. Ela é uma moralidade aversa, ao avesso. A moralidade pode ser aceita como Vidhi para a vida humana, quando for dotada de sistemas para a fé em Deus e para a execução de deveres para Ele.

Há dois tipos de Vidhis: Mukhya (principal ou primário) e Gauna (subordinado ou secundário). O desempenho para o prazer de Deus é o único objetivo de nossas vidas, portanto, o "Vidhi" que se destina a isso, diretamente (sem nenhuma intervenção), é chamado de "Mukhya-Vidhi". E o "Vidhi" com o mesmo objetivo, mas com algumas intervenções, é o Gauna. Isso será mais claro com um exemplo. Banhar-se de manhã é um "Vidhi". A mente se acalma, quando o corpo se refresca e fica livre de doenças, com o banho matinal. A adoração a Deus só é possível quando a mente está tranqüila. Nesse caso, a adoração a Deus que é o objetivo da vida, não está sem intervenções, pois o efeito direto (sem intervenções) do banho é o frescor do corpo. Se o fruto final desse Vidhi for aceito como refrescar o corpo, então a adoração a Deus não será obtida como seu fruto. Quando houverem outros frutos entre o fruto da adoração a Deus e o "Vidhi" do banho, esses outros frutos serão fatores de intervenção. Quando há intervenções, existe uma grande chance de surgirem obstáculos.

O fruto direto de Mukhya-Vidhi é Upasana (adoração) a Deus. Não há frutos intermediários entre esse Vidhi e o Upasana. O cantar dos Nomes e Glórias de Hari [Deus], ou o ouvir sobre eles, podem ser chamados de Mukhya-Vidhi, pois o fruto direto desses Vidhis é Upasana a Deus. Entretanto, se os Gauna-Vidhis não forem adotados, mesmo que Hari-Bhakti esteja sempre presente na mente, a característica normal de Gauna-Vidhi é a garantia para que a alma tenha capacidade para beber o néctar dos Pés de Deus sem pretensões, e incluir dentro de si toda educação secular, arte, indústria, civilização, ordem metódica, perseverança, e as regras de moralidade físicas, mentais e sociais. Na verdade, seguindo Mukhya-Vidhi e com graça, a vida humana se torna plena de bem-aventurança, com o néctar dos Pés de Deus, tanto no período de prática como no período de frutificação.

Existem diferentes categorias de vida humana. Tais como, 1) os que vivem em florestas, 2) os que vivem em sociedade, 3) os que vivem com amenidades científicas, 4) os que são idealistas, mas ateus, 5) os que são realistas e têm fé em Deus, 6) os que levam uma vida devocional, e seguem estritamente as injunções dos Shastras, e 7) os que são devotos Premika, devotos místicos de Deus. É um fato que aqueles nascidos como seres humanos e não possuem fé em Deus, não são genuinamente seres humanos no verdadeiro sentido. Quem não tem fé autêntica em Deus, mesmo que seja muito culto, ou possua todas as amenidades científicas, e seja um grande idealista, ainda assim, ele não pode ser superior a um animal, pois não pode controlar suas propensões animais. O ser humano deve conduzir a vida com fé em Deus e seguir os ditos do Shastra. Por isso, neste livro, nós começamos a narração a partir da vida do ser humano que acredita em Deus, e conduz a vida de acordo com as injunções dos Shastras. O que entendemos como cultura, é a vida de quem acredita em Deus, e sob essa óptica, valoriza as amenidades científicas e os pontos de vista idealistas. Quando tal modo de vida for ultimamente conduzido para a devoção pura ao Senhor Supremo, será o mais elevado prospeto de vida - esses serão os assuntos tratados neste livro. A vida do ser humano deve ser dotada espiritualmente. A característica principal e essência da vida é Dharma. Dharma é dividido em dois, principal e secundário. Quando a alma estiver iluminada e dotada com a bem-aventurança divina, de acordo com a sabedoria intuitiva, a pessoa levará uma vida de devoção, e essa é a verdadeira religião, ou Jaiva Dharma (religião da alma). A religião secundária é aquela onde ainda há influência das três qualidades de Maya [energia ilusória]. Quando a pessoa transcende o Guna [qualidade] triplo de Maya, somente assim, ela cultivará Jaiva Dharma, ou a religião da alma. Na religião secundária, deve-se saber o que é Punya [virtude] e Papa [pecado]. Por outro lado, quando o amor governa o coração, o devoto nunca comete pecado, nem aspira por qualquer virtude, mas presta devoção imaculada a Bhagavan [Deus] somente.

No primeiro estágio discutiremos religião secundária, e finalmente abordaremos Prema-Bhakti.

Neste primeiro capítulo sobre divindade, primeiro usamos a palavra Ishvara [Controlador], depois Bhagavan [Fonte das Opulências], e finalmente Krishna. Mas os leitores não devem pensar que Ishvara é diferente de Bhagavan, e Bhagavan é diferente de Krishna, e assim por diante. Krishna é a única realidade, e o Objeto de adoração de todas as almas liberadas. Krishna é a manifestação final da Realidade Suprema. O senhor da Beatitude. Em geral, quando Krishna é usado para se referir à Realidade, preferimos usar a palavra Ishvara. Neste capítulo em particular abordamos a criação, por isso usamos a palavra Ishvara em vez de Krishna, e queremos dizer que Ishvara é o Supremo Controlador. Além do mais, sempre que são discutidos assuntos espirituais, geralmente são usados os três termos Chit, Achit e Ishvara.

     

 

 

     

São Paulo, 23/09/2019

     

      

are krishna hare krishna krishna krishna hare hare hare rama hare rama rama rama hare hare

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

 

Néctar de Srila Prabhupada

(Extraído do "Songs of Vaishnava Acharyas")

de

Sri Srimad Bhaktivedanta Swami Maharaj Prabhupada
Paramahamsa Thakura Mahashaya
(Original Sem "Correções")

 

Arunodaya-kirtana - Srila Bhaktivinoda Thakura Prabhupada

(do Gitavali)

Srila Bhaktivinoda Pranati

namo bhaktivinodaya sac-cid-ananda-namine
gaura-sakti-svarupaya rupanuga-varaya te

namah--obeisances; bhaktivinodaya--unto Srila Bhaktivinoda Thakura; sat-cit-ananda-namine--known as Saccidananda; gaura--(of) Lord Caitanya; sakti--energy; svarupaya--unto the personified; rupa-anuga-varaya--who is a revered follower of Srila Rupa Gosvami; te--unto you.

Presto minhas respeitosas reverências a Saccidananda Bhaktivinoda, que é energia transcendental de Chaitanya Mahaprabhu. Ele é um venerável seguidor dos Goswamis liderados por Srila Rupa.

Arunodaya-kirtana

Canções de Kirtana para serem cantadas na Alvorada

(do Gitavali)

Srila Bhaktivinoda Thakura Prabhupada

 

1

udilo aruna puraba-bhage,
dwija-mani gora amani jage,
bhakata-samuha loiya sathe,
gela nagara-braje

2

'tathai tathai' bajalo khol,
ghana ghana tahe jhajera rol,
preme dhala dhala sonara anga,
carane nupura baje

3

mukunda madhava yadava hari,
bolena bolo re vadana bhori',
miche nida-base gelo re rati,
divasa sarira-saje

4

emana durlabha manava-deho,
paiya Ki koro bhava na keho,
ebe na bhajile yasoda-suta,
carame poribe laje

5

udita tapana hoile asta,
dina gelo boli' hoibe byasta,
tabe keno ebe alasa hoy,
na bhaja hrdoya-raje

6

jivana anitya janaha sar,
tahe nana-vidha vipada-bhar,
namasraya kori'jatane tumi,
thakaha apana kaje

7

jivera kalyana-sadhana-kam,
jagate asi' e madhura nam,
avidya-timira-tapana-rupe,
hrd-gagane biraje

8

krsna-nama-sudha koriya pan,
jurao bhakativinoda-pran,
nama bina kichu nahiko aro,
caudda-bhuvana-majhe

1) Quando o Sol nascente apareceu no Leste, a jóia dos duas-vezes-nascidos, Senhor Gaurasundara, acordou, e, levou Seus devotos Consigo, Ele foi por todas as cidades e vilas do interior

2) e tocou a mridanga, e os címbalos repicavam no ritmo. A silhueta brilhante de características douradas do Senhor Gauranga dançava, e Seus guizos de tornozelo tiniam.

3) Todos devotos cantavam os nomes Mukunda, Madhava, Yadava e Hari, suas bocas cheias com as vibrações. Eles anunciavam para as pessoas que ainda dormiam: "Vocês passam inutilmente suas noites dormindo e seus dias decorando seus corpos!

4) Vocês alcançaram um corpo humano tão raro, porém não se importam com essa dádiva. Vocês continuam a não servir o querido de Yashoda e caem vagarosamente através de seus últimos momentos para a morte.

5) A cada nascer e pôr do Sol, um dia passa e é perdido. Então, porque você continua indolente e não serve o Senhor do coração?

6) Esta vida temporária é cheia de muitas misérias. Abrigue-se no santo nome como seu único negócio.

7) A fim de penetrar na escuridão da ignorância e abençoar o coração de todos, o santo nome surgiu como o Sol brilhante.

8) Beba o néctar puro do santo nome. Não existe nada além do nome para ser tomado nos quatorze mundos. Ele preencheu a alma de Sri Bhaktivinoda Thakura".

Jiv Jago

1

jiv jago, jiv jago, gauracanda bole
kota nidra jao maya-pisacira kole

2

bhajibo boliya ese samsara-bhitare
bhuliya rohile tumi avidyara bhare

3

tomare loite ami hoinu avatara
ami bina bandhu ara ke ache tomara

4

enechi ausadhi maya nasibaro lagi'
hari-nama maha-mantra lao tumi magi'

5

bhakativinoda prabhu-carane pariya
sei hari-nama-mantra loilo magiya

1) O Senhor Gauranga está chamando: "Acordem, almas adormecidas! Acordem, almas adormecidas! Quanto tempo mais vocês dormirão no colo da bruxa chamada Maya?

2) Vocês esqueceram o caminho do serviço devocional e estão perdidos no mundo de nascimento e morte.

3) Eu descendi justamente para salvá-los; além de Mim, vocês não têm nenhum outro amigo neste mundo.

4) Eu trouxe o remédio que limpará a doença da ilusão pela qual vocês sofrem. Aceitem este maha-mantra -- Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare. Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare".

5) Srila Bhaktivinoda Thakura afirma: "Eu caio aos pés do Senhor, depois de aceitar este maha-mantra".

 

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