hare krishna hare krishna krishna krishna hare hare hare rama hare rama rama rama hare hare

 

O texto a seguir é meio pesado. É a Verdade, mas pode doer às vezes. Ao mesmo tempo é Néctar.

Se você acredita nesta civilização, e tem planos para seu futuro aqui, é melhor não ler.

 

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

Cc. Madhya 6. 242

harer nama harer nama
harer namaiva kevalam
kalau nasty eva nasty eva
nasty eva gatir anyatha

"Nesta Era de disputa e hipocrisia, o único meio de liberação é cantar os Santos Nomes do Senhor. Não existe outro meio. Não existe outro meio. Não existe outro meio".

Iluminação de Srila Prabhupada:
Porque as pessoas desta era são tão caídas, elas só podem cantar o maha-mantra Hare Krishna. Dessa forma, podem se livrar do conceito corpóreo de vida e se tornarem elegíveis para a dedicação ao serviço devocional do Senhor. A pessoa não pode se dedicar ao serviço devocional do Senhor sem estar purificada de toda contaminação. Isto é confirmado no Bhagavad-gita (7.28):

yesam tv anta-gatam papam
jananam punya-karmanam
te dvandva-moha-nirmukta
bhajante mam drdha-vratah

"Pessoas que agiram piedosamente nas vidas prévias e nesta vida, e cujas ações pecaminosas foram erradicadas plenamente, ficam livres das dualidades da desilusão, e se dedicam a Meu serviço com determinação". Algumas vezes, as pessoas ficam surpresas de ver um jovem e uma jovem levarem tão a sério o movimento da consciência de Krishna. Porque abandonaram a atividade pecaminosa, sexo ilícito, comer carne, intoxicação e jogos de azar, e porque seguiram as instruções dadas pelo mestre espiritual estritamente, tornaram-se purificadas de toda contaminação material. Dessa forma, podem se dedicar plenamente ao serviço devocional do Senhor.

Nesta Era de Kali, hari-kirtana é muito importante. A importância do cantar do Santo Nome do Senhor é afirmada nos seguintes versos do Srimad Bhagavatam (12.3.51-52):

kaler dosa-nidhe rajann
asti hy eko mahan gunah
kirtanad eva krsnasya
mukta-sangah param vrajet

krte yad dhyayato visnum
tretayam yajato makhaih
dvapare paricaryayam
kalau tad dhari-kirtanat

"O fator mais importante desta Era de Kali, que é um oceano de defeitos, é que a pessoa pode se livrar de toda contaminação e se tornar elegível para entrar no reino de Deus simplesmente por cantar o maha-mantra Hare Krishna. A auto-realização que se alcançava no milênio Satya pela meditação, no milênio Treta pela realização de vários sacrifícios e no milênio Dwapara pela adoração ao Senhor Krishna pode ser alcançada na Era de Kali simplesmente por cantar os Santos Nomes, Hare Krishna".

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

 

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

São Paulo, 22/05/2006

Capítulo 2 do Canto 12 do Srimad Bhagavatam, "Os sintomas de Kali-yuga". (O Srimad Bhagavatam foi compilado pelo sábio Vyasa no auge de sua maturidade espiritual, o texto a seguir foi escrito 5.000 anos atrás):

Shukadeva Goswami disse: Então, ó rei! A religião, a veracidade, a limpeza, a tolerância, a misericórdia, a duração de vida, a força física e a memória, todas diminuirão dia a dia em virtude da poderosa influência de Kali.

Em Kali-yuga, só a riqueza será considerada sinal de bom nascimento, comportamento adequado e boas qualidades. E a lei e a justiça serão aplicadas apenas com base no poder do indivíduo.

Homens e mulheres viverão juntos por causa da mera atração superficial. O sucesso nos negócios dependerá de fraudes. A feminilidade e a masculinidade serão julgados segundo a perícia sexual da pessoa. E um homem será considerado brahmana apenas por usar um cordão.

A posição espiritual da pessoa será determinada apenas por símbolos externos, e com base nesse mesmo princípio, as pessoas mudarão de uma ordem espiritual para outra. A dignidade do homem será seriamente questionada se ele não tiver um bom salário. E considerar-se-á um intelectual erudito quem for muito esperto em malabarismo verbal.

A pessoa será profana se não tiver dinheiro, e a hipocrisia será aceita como virtude. O casamento será feito apenas por acordo verbal, e a pessoa achará que pode aparecer em público simplesmente porque tomou banho.

Será considerado sagrado um lugar que tiver apenas um reservatório de água num local distante, e a beleza será julgada pelo penteado da pessoa. Encher a barriga se tornará a meta da vida, e quem for audacioso será aceito como veraz. Quem conseguir manter a família será considerado hábil, e os princípios religiosos serão observados somente por causa da reputação.

À medida que a Terra se apinhar de população corrupta, quem quer que, dentre qualquer das classes sociais, mostrar ser o mais forte, obterá o poder político.

Perdendo suas esposas e propriedades para tais governantes avarentos e desumanos, que não se comportarão melhor do que ladrões ordinários, os cidadãos fugirão para as montanhas e florestas.

Atormentadas pela fome e impostos excessivos, as pessoas recorrerão a folhas, raízes, carne, mel silvestre, frutas, flores e sementes para se alimentar. Atingidas pela seca, elas ficarão completamente arruinadas.

Os cidadãos sofrerão muito com o frio, vento, calor, chuva e neve. Serão atormentados ainda por desavenças, fome, sede, doença e severa ansiedade.

A duração máxima da vida dos seres humanos em Kali-yuga será de cinqüenta anos.

Na época do fim da era de Kali, os corpos de todas as criaturas diminuirão muito em tamanho, e os princípios religiosos dos seguidores do varnashram serão arruinados. A sociedade humana esquecerá por completo o caminho dos Vedas, e a dita religião será em sua maior parte ateísta. A maioria dos reis serão ladrões, a ocupação dos homens será o roubo, a mentira e a violência desnecessária, e todas as classes sociais serão reduzidas ao nível mais baixo dos shudras. As vacas serão como cabras, os eremitérios espirituais não serão diferentes de casas mundanas, e os laços familiares não se estenderão além dos vínculos imediatos do matrimônio. A maioria das plantas e ervas serão pequeninas, e todas as árvores serão anãs. As nuvens serão cheias de relâmpagos, os lares serão desprovidos de piedade, e todos os seres humanos parecerão asnos. Nesse momento, a Suprema Personalidade de Deus aparecerá na Terra. Agindo com o poder da bondade espiritual pura, Ele salvará a religião eterna.

O Senhor Vishnu, a Suprema Personalidade de Deus, o mestre espiritual de todos os seres vivos móveis e inertes e a Alma Suprema de todos, nasce para proteger os princípios religiosos e para salvar Seus devotos santos das reações da atividade material.

O Senhor Kalki aparecerá na casa do mais eminente brahmana da aldeia Shambala, o magnânimo Vishnuyasha.

O Senhor Kalki, o Senhor do Universo, montará em Seu veloz cavalo Devadatta e, de espada em punho, viajará pela Terra exibindo Suas oito opulências místicas e oito qualidades especiais da Divindade. Exibindo Sua refulgência inigualável e cavalgando com grande velocidade, Ele matará aos milhões aqueles ladrões que ousaram se vestir de reis.

Depois que todos os reis impostores forem mortos, os residentes das cidades e aldeias sentirão na brisa a mais sagrada fragrância da polpa de sândalo e outras decorações do Senhor Vasudeva, e suas mentes ficarão transcendentalmente puras.

Depois que o Senhor Vasudeva, a Suprema Personalidade de Deus, aparecer em seus corações sob Sua forma de bondade transcendental, os cidadãos restantes repovoarão a Terra.

Depois que o Supremo Senhor aparecer na Terra como Kalki, o mantenedor da religião, começará Satya-yuga, e a sociedade humana gerará progênie no modo da bondade.

Quando a Lua, o Sol e Brihaspati estiverem juntos na constelação Karkata, e todos os três entrarem ao mesmo tempo na mansão lunar Pushya, nesse exato momento começará a era de Satya, ou Krita.

Dessa maneira descrevi todos os reis, passados, presentes e futuros, que pertencem às dinastias do Sol e da Lua.

De teu nascimento até a coroação do rei Nanda, passarão mil cento e cinqüenta anos.

Das sete estrelas que formam a constelação dos sete sábios, Pulaha e Kratu são as primeiras a nascer no céu noturno. Se traçarmos uma linha de norte a sul passando pelo ponto médio, qualquer uma das casas lunares atravessadas pela linha constitui o asterismo regente da constelação para aquela ocasião. Os sete sábios permanecerão ligados àquela casa lunar particular por cem anos humanos. Atualmente, durante tua vida, eles estão situados no naksatra chamado Magha.

Vishnu, o Supremo Senhor, é brilhante como o Sol e é conhecido como Krishna. Quando Ele retornou ao céu transcendental, Kali entrou neste mundo, e então os homens passaram a sentir prazer em atividades pecaminosas.

Enquanto o Senhor Sri Krishna, o esposo da deusa da fortuna, tocou a Terra com Seus pés de lótus, Kali não teve poder para subjugar este planeta.

Quando a constelação dos sete sábios passa pela casa lunar Magha, começa a era de Kali, que consiste de doze séculos dos semideuses.

Quando os grandes sábios da constelação Saptarsi passarem de Magha para Purvasadha, Kali estará com plena força. Isso começará a partir da época do rei Nanda e sua dinastia (2000 antes de Cristo).

Aqueles que compreendem cientificamente o passado declaram que no mesmo dia em que o Senhor Sri Krishna partiu para o mundo transcendental, começou a influência da era de Kali.

Depois de mil anos celestes de Kali-yuga, a Satya-yuga se manifestará de novo. Nessa ocasião as mentes de todos os seres humanos se tornarão auto-refulgentes.

Descrevi assim a dinastia real de Manu, como é conhecida nesta Terra. Pode-se estudar também a história dos vaishyas, shudras e brahmanas que vivem nas várias eras.

Esses homens, que foram grandes almas, agora são conhecidos apenas de nome. Eles existem apenas em narrações do passado, e só a fama deles permanece na Terra.

Devapi, o irmão de Maharaj Shantanu, e Maru, o descendente de Iksvaku, possuem extraordinária força mística e ainda estão vivos na aldeia Kalapa.

No final da era de Kali, esses dois reis, após receberem instruções diretamente da Suprema Personalidade de Deus, Vasudeva, retornarão à sociedade humana e restabelecerão a religião eterna do ser humano, caracterizada pelas divisões de varna e ashrama, assim como era antes.

O ciclo de quatro eras – Satya, Treta, Dwapara e Kali – continua perpetuamente entre os seres vivos nesta Terra, repetindo a mesma seqüência geral de acontecimentos.

Meu querido rei Parikshit, todos esses reis que descrevi, bem como todos os outros seres humanos, vêm a esta Terra e arrogam-se o direito de propriedade sobre ela, mas no final todos eles têm de abandonar este mundo e deparar com a destruição.

Embora o corpo do indivíduo agora talvez seja chamado de "rei" no final seu nome será "vermes", "excremento" ou "cinzas".

Que pode alguém que fere outros seres vivos em benefício do próprio corpo saber sobre seu interesse supremo, já que suas atividades apenas o estão levando para o inferno?

(O rei materialista pensa): "Esta terra ilimitada foi mantida por meus predecessores e agora está sob minha soberania. Que devo fazer para que ela permaneça nas mãos de meus filhos, netos e outros descendentes"?

Embora aceitem o corpo feito de terra, água e fogo como o "eu" e esta terra como "minha", todos esses tolos por fim abandonaram tanto seus corpos quanto a terra e caíram no esquecimento.

Meu querido rei Parikshit, pela força do tempo, todos esses reis que tentaram desfrutar a Terra mediante seu poder, foram reduzidos a nada mais que narrações históricas.

Fim do Capítulo.

Depois vem o Bhumi-gita, as orações da Mãe Terra.

 

Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga

Nitai Gaura Hari Bol

Capítulo Três

O Bhumi-gita

Shukadeva Goswami disse: Vendo os reis desta Terra ocupados em tentar conquistá-la, a própria Terra riu e disse: "Vejam como esses reis, que não passam de joguetes nas mãos da morte, almejam me conquistar".

— Grandes governantes da humanidade, mesmo os sábios, deparam com frustração e fracasso devido à luxúria material. Levados por tal luxúria, esses reis depositam enorme esperança e fé num amontoado de carne chamado corpo, ainda que a moldura material seja tão fugaz quanto bolhas de espuma na água.

— Os reis e políticos imaginam: "Primeiro conquistarei meus sentidos e mente; depois dominarei meus ministros principais e me livrarei das espetadas de meus conselheiros, cidadãos, amigos e parentes, bem como dos tratadores dos meus elefantes. Desse modo, aos poucos, conquistarei a Terra inteira". Os corações desses líderes estão atados a grandes expectativas, por isso, eles deixam de ver a sua morte iminente.

— Após conquistarem toda superfície da Terra, esses reis orgulhosos entram à força no oceano para dominar o próprio mar. De que vale seu auto-controle, que visa à exploração política? A verdadeira meta do auto-controle é a liberação espiritual.

Ó melhor dos Kurus, a Terra prosseguiu dizendo: "Embora no passado grandes homens e seus descendentes tenham partido deste mundo da mesma forma desamparada que para cá vieram, ainda hoje há pessoas tolas que tentam me conquistar".

— Os homens materialistas lutam uns com os outros para me conquistarem. Pais se opõem a filhos, e irmãos lutam entre si, pois seus corações estão atados ao desejo de possuir poder político.

— Os líderes políticos provocam-se mutuamente: "Toda esta terra é minha! Não é sua, seu tolo"! Assim eles se atacam mutuamente e morrem.

— Reis como Prithu, Pururava, Gadhi, Nahusa, Bharata, Kartavirya Arjuna, Mandhata, Sagara, Rama, Khatvanga, Dhundhuha, Raghu, Trinabindu, Yayati, Saryati, Shantanu, Gaya, Bhagiratha, Kuvalayasva, Kakutsha, Naishadha, Nriga, Hiranyakashipu, Vrita, Ravana, que fez o mundo todo se lamentar, Namuchi, Shambara, Bhauma, Hiranyaksha e Taraka, bem como muitos outros demônios e reis que possuíram grandes poderes de controle sobre os outros, eram todos plenos de conhecimento, heróicos, extraordinários conquistadores e inconquistáveis. Entretanto, Ó Senhor onipotente, apesar de viverem tentando a todo custo me possuir, eles estavam sujeitos à passagem do tempo, que os reduziu a meras narrações históricas. Nenhum deles pôde estabelecer seu governo para sempre.

Shukadeva Goswami disse: Ó poderoso Parikshit, contei-te a vida de todos os reis, que espalharam sua fama pelo mundo todo e depois partiram. Meu verdadeiro propósito era ensinar o conhecimento transcendental e a renúncia. Histórias de reis conferem poder e opulência a essas narrações, mas não constituem em si mesmas o aspecto último do conhecimento.

Quem deseja prestar serviço devocional puro ao Senhor Krishna deve ouvir as narrações das gloriosas qualidades do Senhor Uttamahshloka, cujo constante cantar de Suas glórias destrói tudo o que é inauspicioso. O devoto deve se ocupar em tal audição em reuniões diárias regulares e também deve continuar a ouvi-las durante todo o dia.

O rei Parikshit disse: Meu senhor, como podem as pessoas que vivem na era de Kali livrar-se da contaminação acumulativa desta era? Ó grande sábio, explique-me por favor.

Explique por favor as diferentes eras da história universal, as qualidades especiais de cada era, a duração da manutenção e destruição cósmicas e o movimento do tempo, que é a representação direta da Alma Suprema, a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Vishnu.

Shukadeva Goswami disse: Meu querido rei, no princípio, durante Satya-yuga, a era da verdade, a religião está presente com todas as suas quatro pernas intactas e é muito bem mantida pela gente daquela era. Essas quatro pernas da religião suprema são a veracidade, misericórdia, austeridade e caridade.

As pessoas em Satya-yuga são na maioria auto-satisfeitas, misericordiosas, amigas de todos, tranqüilas, sóbrias e tolerantes. Elas obtêm prazer de seu próprio eu, vêem tudo com equanimidade e sempre se esforçam com diligência pela perfeição espiritual.

Em Treta-yuga, devido à influência dos quatro pilares da irreligião – mentira, violência, insatisfação e desavença -, cada perna da religião reduz-se aos poucos em um quarto.

Na era Treta, as pessoas se dedicam a cerimônias ritualísticas e severas austeridades. Não são violentos em demasia nem muito desejosos de prazer sensual. Seu interesse repousa sobretudo na religiosidade, no desenvolvimento econômico e no gozo regulado dos sentidos. Eles alcançam a propriedade seguindo as prescrições dos três Vedas. Embora a sociedade nessa era se desenvolva em quatro classes separadas, ó rei, a maioria do povo é constituída de brahmanas.

Em Dwapara-yuga, as qualidades religiosas de austeridade, verdade, misericórdia e caridade reduzem-se à metade em virtude de seus correlativos irreligiosos – insatisfação, inverdade, violência e inimizade.

Na era Dwapara, as pessoas se interessam em glória e são muito nobres. Dedicam-se ao estudo dos Vedas, possuem enorme opulência, sustentam famílias grandes e desfrutam a vida com vigor. Das quatro classes, kshatriyas e brahmanas são predominantes.

Na era de Kali, permanece apenas um quarto dos princípios religiosos. Esse resto diminuirá gradualmente devido aos princípios da irreligião sempre crescentes, e por fim terminará.

Na era de Kali, as pessoas tendem a ser gananciosas, mal comportadas e desumanas, e brigam uns com os outros sem nenhuma boa razão. O povo de Kali-yuga é desafortunado e assediado por desejos materiais, e quase todo composto por shudras e bárbaros.

Os modos materiais – bondade, paixão e ignorância -, cujas permutações observam-se dentro da mente da pessoa, são postos em movimento pelo poder do tempo.

Quando a mente, a inteligência e os sentidos estão solidamente fixos no modo da bondade, deve-se saber que é o período chamado Satya-yuga, a era da verdade. As pessoas, então, sentem prazer no conhecimento e na austeridade.

Ó mais inteligente rei Parikshit! Quando os seres condicionados se dedicam a seus deveres mas têm motivos ulteriores e buscam prestígio pessoal, deve-se saber que é a situação característica da era Treta, onde as funções da paixão são proeminentes.

Quando cobiça, insatisfação, orgulho falso, hipocrisia e inveja, bem como a atração por atividades egoístas, tornam-se proeminentes, tal período é a era Dwapara, dominada pelos modos da paixão e ignorância misturados.

Quando há predominância do engano, mentira, preguiça, sonolência, violência, depressão, lamentação, confusão, medo e pobreza, essa é a era de Kali, a era do modo da ignorância.

Em decorrência das más qualidades da era de Kali, os seres humanos terão visão curta e serão desafortunados, glutões, luxuriosos e empobrecidos. As mulheres, deixarão de ser castas, vagarão à vontade de um homem para outro.

As cidades serão dominadas por ladrões, os Vedas serão contaminados por interpretações especulativas de ateístas, os líderes políticos chegarão quase a consumir os cidadãos, e os ditos sacerdotes e intelectuais se entregarão aos ditames do estômago e órgãos genitais.

Os brahmacharis deixarão de executar seus votos e em geral serão sujos, os pais de família virarão mendigos, os vanaprasthas viverão em aldeias, e os sannyasis se tornarão ávidos de riqueza.

As mulheres diminuirão muito de tamanho, comerão demais, terão mais filhos do que podem cuidar e perderão todo o recato. Falarão sempre com aspereza e exibirão más qualidades, tais como, roubo, engano e audácia desenfreada.

Os negociantes se ocuparão num pequeno comércio e ganharão dinheiro através de fraude. Mesmo sem haver emergência, as pessoas considerarão bastante aceitável qualquer ocupação degradada.

Os servos abandonarão um senhor que tenha perdido a sua riqueza, mesmo se esse senhor for uma pessoa santa de caráter exemplar. Os patrões abandonarão um servo incapacitado, mesmo que esse servo tenha estado na família por gerações. As vacas serão abandonadas ou mortas quando deixarem de dar leite.

Em Kali-yuga os homens serão desprezíveis e controlados por mulheres. Rejeitarão seus pais, irmãos, outros parentes e amigos e em vez disso se associarão com as irmãs e irmãos de suas esposas. Dessa maneira, seu conceito de amizade será baseado exclusivamente em vínculos sexuais.

Homens incultos aceitarão caridade em nome do Senhor e ganharão a vida fazendo exibições de austeridade e usando hábito de mendicante. Homens que nada sabem de religião subirão no trono do mestre e se atreverão a falar de princípios religiosos.

Na era de Kali, a mente das pessoas estará sempre agitada. Elas ficarão magras em virtude da fome e dos impostos, meu querido rei, e estarão sempre perturbadas devido ao medo da seca. Terão falta de roupas, comida e bebida adequadas, serão incapazes de ter descanso apropriado, ou relações sexuais ou de se banhar, e não terão adornos para enfeitar o corpo. De fato, as pessoas em Kali-yuga aos poucos ficarão semelhantes a criaturas assombradas ou fantasmas.

Em Kali-yuga os homens desenvolverão ódio mútuo até por causa de algumas moedas. Abandonando todas as relações amistosas, estarão prontos a entregar a própria vida e a matar até mesmo os próprios parentes.

As pessoas não protegerão mais seus pais idosos, filhos ou esposas respeitáveis. Totalmente degradados, só cuidarão de satisfazer o próprio estômago e órgãos genitais.

Ó rei, na era de Kali, a inteligência dos homens será desviada pelo ateísmo, e eles quase nunca oferecerão sacrifício à Suprema Personalidade de Deus, que é o mestre espiritual supremo do Universo. Mesmo as grandes personalidades que controlam os três mundos se prostram aos pés de lótus do Supremo Senhor, mas os insignificantes e desditosos seres humanos desta era não o farão.

Aterrorizado e prestes a morrer, um homem sucumbe em sua cama. Com sua voz embargada e ele mal saiba o que está dizendo, caso entoe o santo nome do Supremo Senhor, poderá se libertar da reação do trabalho lucrativo e alcançar o destino supremo. Mas ainda assim as pessoas na era de Kali não adorarão o Supremo Senhor.

Em Kali-yuga, os objetos, os lugares e mesmo os indivíduos estão todos poluídos. A onipotente Suprema Personalidade de Deus, todavia, pode remover toda essa contaminação da vida daquele que fixa o Senhor dentro da mente.

Se alguém ouvir sobre o Supremo Senhor, glorificá-Lo, meditar Nele, adorá-Lo ou apenas oferecer grande respeito a Ele, que está situado dentro do coração, o Senhor afastará de sua mente a contaminação acumulada durante muitos milhares de vidas.

Assim como o fogo aplicado ao ouro retira todo descoramento causado por vestígios de outros metais, o Senhor Vishnu dentro do coração purifica a mente dos yogis.

Alguém que se ocupa nos processos de adoração aos semideuses, austeridades, controle respiratório, compaixão, banho nos lugares sagrados, votos estritos, caridade, e canto de vários mantras, sua mente não pode atingir a mesma purificação absoluta que a obtida quando a ilimitada Suprema Personalidade de Deus aparece dentro de seu coração.

Portanto, ó rei, empenhe-se com todo esforço em fixar o Supremo Senhor Keshava dentro do seu coração. Mantenha essa concentração no Senhor, e na hora da morte com certeza alcançará o destino supremo.

Meu querido rei, a Suprema Personalidade de Deus é o controlador último. Ele é a Alma Suprema e o refúgio supremo de todos os seres. Quem medita no Senhor na hora da morte, Ele lhe revela sua identidade espiritual eterna.

Meu querido rei, apesar de Kali-yuga ser um oceano de defeitos, ainda assim existe uma boa qualidade desta era; pode-se ficar livre do cativeiro material e ser promovido ao reino transcendental pelo simples cantar do Santo Nome de Krishna.

Qualquer resultado obtido em Satya-yuga através da meditação em Vishnu, em Treta-yuga pela execução de sacrifícios e em Dwapara-yuga por servir os pés de lótus do Senhor pode ser alcançado em Kali-yuga simplesmente cantando o Maha-Mantra Hare Krishna.

Fim do capítulo.

É de arrepiar! Mas gostaria de citar nosso amado tataravô (Param-Guru) Srila Bhaktivinoda Thakur, em seu Sri Chaitanya Shikshamritam, "O Néctar das Instruções de Sri Chaitanya Mahaprabhu":

"Surge a dúvida em alguns lugares de que Rati, que foi explicado como um tesouro inestimável, também é notado em pessoas que não são devotos de Deus. Eu vou deliberar sobre esse assunto em prol da percepção do Rati puro dos devotos. Não vamos dizer nada em desrespeito que vá contra a prática religiosa de alguma outra comunidade ou indivíduo particular, mas se surgir naturalmente como questões dos devotos e para a confirmação deles, nós imploramos pelo seu perdão. Os Jivas têm inclinação natural pela devoção pura devido à sua boa sorte. É impossível ensinar sobre Rati a outros compilando livros. Apesar deste livro ter sido compilado para aqueles que têm consideração pela devoção pura, mesmo se alguma outra pessoa pertencente à outra crença vier a ler o livro, não será falha nossa. Se ela concordar afortunadamente, aí vai ser bom em todos os aspectos. Senão, é melhor ela passar para outros, sem ficar magoada conosco. Este é o nosso pedido humilde".

Nosso amado Bhaktivinoda Thakur, também ensina:

"Depois de muitos nascimentos, se a pessoa tiver a sorte de ter a tendência para a devoção, ela obtém consideração pelo caminho da devoção, e essa consideração gera o gosto dela pela companhia de devotos. Se a prática de Bhajan for feita com devotos puros, ela obtém Sadhana-Bhakti, com inclinação para Prema. Se as lições sobre Bhajan vierem de devotos mestiços ou daqueles que possuem aparência da devoção, Prema fica distante e não pode ser sincero. Nesse estado prevalece Anartha (mal) que fica no caminho como um empecilho em mostrar a consideração aos devotos puros. Surge a maldade e o coração se torna enganoso. Nesse estágio, os aspirantes caem na classe primária e assim passam muitos nascimentos. Os primários têm consideração pela devoção, só que é muito frágil e sempre guiada pela tentação. A fórmula para tirar a inquietação do coração é aprender lições sobre adoração segundo o Agama Shastra com um professor genuíno. Depois de praticar a adoração por um longo tempo, eles podem obter a consideração por Nama. Quando surge a consideração por Nama, cresce a inclinação para a prática de Nama-Bhajan na companhia de Sadhus".

 

 

Sri Chaitanya Shikshamritam de Srila Bhaktivinoda Thakur, Capítulo VI, Seção 5:

"Uma pequena manifestação desse tipo de Rati puro chama-se Rati sombrio. É insignificante pois sua natureza é pequena. Enquanto existir, ele é pequeno mas cria o interesse e remove a tristeza. Percebe-se esse Rati devido à companhia dos devotos ou durante o tempo da prática de Vaidhi-Bhakti. Esse Rati sombrio é impaciente e não permanente. Pessoas que não são cientes da verdade obtêm esse Rati graças à companhia dos devotos. Esse brilho sombrio, i.e. manifestação parcial, de Rati puro aparece no coração do Jiva graças a uma boa quantidade de boa ventura. Caso surja, no Jiva, vai melhorar gradualmente. Esse Rati sombrio não é Bhava autêntico mas uma imagem de Bhava. Se houver a misericórdia de pessoas puramente devotadas, essa imagem vai surgir como Bhava em pouco tempo. Mas se ocorrer alguma ofensa, esse Rati sombrio desaparece". (Srila Bhaktivinoda Thakur – Sri Chaitanya Shikshamritam).

 

Para quem ainda não conseguiu entender muito bem a Natureza de Krishna, nada melhor que nosso querido tataravô para explicar:

"A Dhama (região) de Krishna é repleta de bem-aventurança. Embora a majestade exista em sua totalidade, ela não tem predominância. Lá, tudo é pleno de doçura e bem-aventurança por natureza. A riqueza consiste de frutas, flores e galhos. Os únicos súditos são o rebanho bovino, os meninos pastores de vacas são os amigos, as meninas  pastoras de vacas são as companheiras, a alimentação consiste de leite, manteiga e coalhada. Todas as florestas e bosques estão saturadas de amor por Krishna. O rio Yamuna ocupa-se no serviço a Krishna, e toda a natureza O serve. A Entidade que é recipiente de veneração e adoração como Para-Brahman em qualquer outra parte, é a única Riqueza da vida nessa região, e em algumas vezes é igual ao adorador, e em outras, inferior ao adorador. Se não fosse assim, como é que o insignificante Jiva pode fazer amor com a Entidade Suprema? Ele é altamente esportivo, Mestre do desejo, e intensamente deseja o Vimala-Prema dos Jivas. Ele é o Senhor por Natureza, será que Ele anseia pelo amor das pessoas, ou obtém prazer em satisfazer-Se com a adoração delas? Sri Krishna, que é a fonte da mais primorosa e saborosa doçura excelente da esportividade, obtém bem-aventurança na Vrindavan transcendental, ao admitir Sua igualdade e inferioridade em relação aos Jivas, que são o receptáculo de tal doçura saborosa, ao manter toda Sua majestade oculta sob Sua encantadora doce suavidade. Para aqueles que determinaram como objeto de suas buscas o puro e imaculado amor em sua plenitude, quem mais além de Sri Krishna pode ser o Vishaya desse amor? Embora, termos como Krishna, Vrindavan, Gopa, Gopi, Yamuna, Kudamva-salumva etc. possam não ser citados em algumas partes, devido a diferenças lingüísticas, ainda assim, os termos que se usam para nomes, regiões, e tudo necessário que se usa para os denominar terá de ser admitido pelos cultivadores do amor puro. Portanto, não há outro Vishaya para o amor puro além de Sri Krishna". (Srila Bhaktivinoda Thakur – Sri Chaitanya Shikshamritam, Parte I, Capítulo 1, "Apresentação Geral de Paramartha-Dharma").

Sri Krishna é isso. Deus não quer saber de ser Deus. Se o nobre leitor imaginar, deve ser um saco mesmo ficar sendo adulado, bajulado, reverenciado e adorado. Krishna não quer saber disso. É o plano acima da Majestade e Reverência, é o plano íntimo de Deus. Para a Majestade e Reverência, existe Seu aspecto Todo-poderoso, Sri Narayana.

 

Na verdade, Srila Prabhupada nos ensinou um verso, também de nosso querido tataravô Srila Bhaktivinoda Thakur, composto em inglês, em homenagem a Srila Haridas Thakur, o Nama-Acharya (mestre do cantar dos Santos Nomes), claro que o verso se aplica a todo o nosso Guru-Varga Sublime também:

 Quem diz que um Vaishnava morre, está ruim da cabeça
Quando ainda em som vive!
O Vaishnava morre para viver, e em vida tenta
Propagar o santo nome em toda parte

A real é que todas essas personalidades divinas vivem nos corações dos devotos sinceros, todos eles estão sempre presentes. Também estão sempre presentes em seus livros sublimes, ou seja, em seu Som sublime.

 

Nosso amado Srila Guru Maharaj (Sridhar Maharaj), que revelou ao mundo quem é Prabhupada realmente, ensina:

Narottama Dasa Thakura diz, asraya laña bhaje tare krsna nahi tyaje: "Se pudermos conseguir um guardião verdadeiro, nosso futuro na vida espiritual está assegurado". Krsna não pode despedir o guardião com muita facilidade, pois o guardião tem uma posição sólida na relação com o Senhor. Se entrarmos no domínio cuidado pelo guardião, nossa posição está segura. Nosso único consolo é que vamos junto com Seu agente. Ele é tão bom e benevolente que enviou Seu agente para nos resgatar, e essa é a nossa esperança. Devemos ser gratos por isso, e não nos tornarmos traidores de Seu agente. Devemos ter muito cuidado em ver se não traímos o Seu agente, pois senão trairemos a nós próprios.

 

Mais um pouco das gotas de Néctar que emanam da boca de lótus de Srila Guru Maharaj:

Se quisermos uma garantia de que Krsna vai ficar satisfeito com qualquer processo que adotemos, o dogma mais importante de nosso movimento é que devemos agir sob Seu agente. A satisfação Dele depende disso. Se o agente for uma pessoa falsa, então todo nosso esforço será desperdiçado. Se ele for um agente verdadeiro, devemos progredir pelo seu intermédio. Se nos conectarmos a Vaikuntha devido à nossa conexão com ele, aí nossas ações terão valor. De outra forma, vamos nos perder, e cometer ofensas: nama-aparadha, seva-aparadha, arcana-aparadha, ofensas contra o Santo Nome, contra o serviço devocional, e contra a adoração correta ao Senhor.

Isso está escrito nas escrituras. Se o serviço não for feito corretamente, com certeza iremos cometer algumas ofensas contra a Deidade. Ou nós damos prazer a Ele ou, algum transtorno. Essa é uma forma intolerável de condução do processo sagrado. Devemos tomar cuidado com nama-aparadha e seva-aparadha. Não devemos ter confiança demais em nossa conquista prévia. Podemos ter conquistado tanto, nosso progresso pode ser grande, mas não devemos ficar orgulhosos. Não devemos ficar satisfeitos com nós próprios.

O próprio Mahaprabhu diz: "Eu adotei o Nome, demonstro tanta paz, derramo tantas lágrimas, no Nome de Krsna. Mas por quê? É tudo falso. Minhas lágrimas são só para exibição, para convencer os outros de que Eu sou um grande devoto". Desse jeito, devemos desacreditar que somos devotos. Devemos ter muito cuidado, muito, muito cuidado. Kaviraja Gosvami e Narottama Thakura escreveram assim.

"Sou desprezado, sou deixado para trás, sou excluído. Sou tão baixo; sou tão contaminado. Sou rejeitado pelo lila Infinito. Eu não consegui aproveitar essa grande onda da fortuna". Assim é o verdadeiro sentimento de um Vaisnava que tem uma relação real com o Infinito. À medida em que o finito entra em contato com o Infinito, a disposição só pode ficar afetada. Não é imitação; só pode ser a coisa real.

"Eu estou vazio. Eu não consigo nada". Esse deve ser o nosso humor. "Sinto um vazio dentro de mim. Não consigo nada, minha vida está frustrada. Minha vida vai ser frustrada. Eu não consigo nem uma gota da graça do Senhor; e eu abandonei o mundo; tudo se foi. Se Você não me aceitar, estou perdido. Por favor, faça-me um servo do servo do servo do servo. Dê-me a conexão mais remota. Bondosamente, dê-me alguma conexão bem remota com Você. Não vou conseguir suportar de outra forma". Essa prece sincera, do fundo do coração, deve vir dos devotos do Senhor, então encontraremos a nossa fortuna. A atração pelo mundo exterior deve ser eliminada completamente do coração, totalmente esvaziada. E o futuro próximo será repleto de néctar pela graça de Krsna.

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Srila Bhaktivinoda Thakura explicou que somos de fato inferiores à palha na rua, pois em nossa existência presente somos vikrta, ou desordenados. Mas a palha é pelo menos passiva e mantém sua posição natural. Nós perdemos nossa função correta e nos tornamos de valor negativo; falta-nos o valor positivo da palha pois somos adversos à nossa posição natural.

Vamos contra nosso próprio interesse com nossa inteligência. Nós temos inteligência, mas está desencaminhada, oposta à própria ordem das coisas. A palha está em equilíbrio; não pode se mover por vontade própria. Mas nós podemos nos mover para a direção errada, portanto, estamos em uma posição muito pior do que a palha. Usamos nossos recursos com desejo de nos desencaminhar, mas a palha mantém a sua posição fixa sem desvio.

No sentido mundano, podemos ter uma posição superior à da folha de grama ou da árvore, mas para que isso? Fazemos mal uso de todos nossos créditos para nosso egocentrismo. Portanto somos inferiores à palha. Nós estamos armados, mas armados para o suicídio. Um louco não deve ter uma adaga. Ele é perigoso. Ele pode se apunhalar a qualquer momento. Ele é louco.

Krsna, Krsna, Krsna. Onde está Krsna? Chegue nesse nível, chegue nesse plano, e vamos ver que Krsna está em toda parte. Mas nossos olhos e nossos sentidos se atraem pelos encantos de diferentes lugares, e não temos tempo de olhar em direção a Krsna. Sabatha krsne mukti kari janma. A percepção de Krsna está em toda parte, mas nossa visão se atrai, fica capturada, por tantos encantos flutuantes, que não podemos ver Krsna.

Nosso preconceito com o mundo externo cobriu nossos olhos, e arrastou todos nossos sentidos a ele, e não podemos ver Krsna. Não podemos ver o verdadeiro benquerente, o verdadeiro guardião, o verdadeiro amigo, o verdadeiro amante. Estamos tão ocupados com nossas transações com coisas externas que não temos tempo de jeito nenhum para olhar em direção a Ele. Nós ignoramos nosso melhor amigo

Esta transação com o ambiente externo continua devido a nosso ego falso, a personalidade falsa. Essa é a posição de uma pessoa em cativeiro, um ser caído. Nosso eu verdadeiro não está representado na transação que acontece em nosso nome. Os sentidos, a mente e a inteligência estão saturados com outros interesses, e conduzem uma transação falsa. É uma situação desesperada. Sarvopadhi vinir-muktam tat-paratvena nirmalam.

Anyata rupam, aquilo que é como uma doença, indesejável, coisas estranhas indesejáveis, veio para nos cobrir. Isso é upadhi, um elemento estranho e indesejável. Portanto, precisamos repudiar nossos disfarces estranhos, todas essas identificações falsas com a vestimenta externa. Rejeitar todas; livrar-se de todas. Elas não são necessárias. Nós achamos que eram amigas, mas são nossas inimigas. Devemos nos preocupar com a pessoa dentro, a alma, e que não é ilusão, mas a verdade correta. Isso é anyata rupam. Após a eliminação com sucesso desses inimigos, devemos chegar em nossa posição positiva certa no mundo de amor e beleza.

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Todas as glórias à Sua Divina Graça Visvavarenya Om Vishnupada Paramahamsa Parivrajakacarya Ashttotara-shata Sri Srimad Bhaktivedanta Swami Maharaj Srila Prabhupada Thakur Mahashaya, aquele que escancarou as Portas do Tesouro Sublime de Krishna Prema de Sriman Mahaprabhu para todos no mundo inteiro, aquele que nos concedeu o Néctar Divino do Magnífico Abrigo aos pés de lótus dos Devotos Puros de Sriman Mahaprabhu, como nosso amado Srila Guru Maharaj

 

 

Sri Chaitanya Shikshamritam de Srila Bhaktivinoda Thakur -
("Atos Virtuosos"):

Determina-se o fruto de desfrute no próximo mundo através do Karma (atos) que o indivíduo executou, de acordo com as regras em relação ao próximo mundo. Aquele que vive em sociedade e pratica boas ações, assegura o céu após a morte, e aquele que pratica más ações, sofrerá no inferno. O nome para boas ações é Punya (mérito religioso) e para as más, Papa (pecado). Quando juntamos as regras para adquirir Punya e as outras para prevenir pecados, formamos as regras em relação ao próximo mundo. Os Varnashrama-Dharmas (deveres rituais prescritos para as respectivas castas e estágios de vida), que serão discutidos para todas as boas ações, são notados como Shraddha (fé) Tamasa (de Tamah, o Guna mais baixo), Rajasa (de Rajah, o segundo Guna) e Sattvika (de Sattva, o Guna superior) conforme a competência do praticante. Essas fés se conduzem por Pravriti (apego a prazeres), ou Nivriti (desapego ao prazer). Os indivíduos de competência inferior adotam o Shraddha de Pravriti. Os de competência média adotam ambos os Shraddhas, enquanto os de competência superior agem somente com o Shraddha de Nivriti . Sempre que houverem regras para a adoração a muitas deidades, nesses atos, as regras prescrevem que somente pessoas Sattvika adorem a Deus . Não há indicações para desfrute com prazer sensual para os Vaishnavas dentro das castas. Eles devem aceitar somente o Karma (atos) que os ajudem a obter o status espiritual transcendental . Outro nome para Karma é gerenciamento da auto-sobrevivência. O Senhor aconselha no Gita a respeito do Karma para quem conhece a verdade real : "Faça o que é favorável à Bhakti e abandone o que é desfavorável".

Consideraremos brevemente as descrições dos Punyas e Papas que surgem perante nós. É muito difícil classificá-los cientificamente. Alguns sábios os dividiram em físicos, mentais, sociais e espirituais. Outros, em físicos, verbais e mentais. Ainda outros, em físicos, sensuais e internos. Na realidade, vimos que essas classificações não são perfeitas em todos os aspectos. Nós dividimos os Punyas em duas classes, natural e relativa. Justiça, bondade, veracidade, caráter puro, comportamento amistoso, franqueza e cordialidade amável são chamados "Punyas naturais". Esses Punyas estão presentes na natureza intrínseca do Jiva e permanecem para sempre como seus ornamentos. O nome Punya deixa de ter efeito quando se torna rude devido à condição do cativeiro material. Todos os outros Punyas são simplesmente relativos, e crescem pela relação do Jiva com a matéria. Eles não são necessários no estágio de auto-realização devocional. Papa (pecado) nunca é natural, ele penetra no Jiva condicionado no cativeiro. Os Papas que se opõem aos Punyas naturais são contrários à natureza. Inveja, injustiça, falsidade, perturbação mental, crueldade, malícia e corrupção são pecados contrários à natureza. Todos os outros pecados são contrários a seus Punyas relativos. Vamos deliberar sobre Papa e Punya brevemente, por isso, não vamos mostrá-los conforme a naturalidade e relatividade. Nós apenas os enumeramos e deliberamos brevemente. Os leitores poderão classificá-los facilmente, com a breve explicação dada aqui.

Há dez tipos de atos de mérito virtuoso (Punya): 1) beneficência (fazer o bem a outros), 2) servir aos superiores, 3) munificência (caridade), 4) hospitalidade, 5) conduta santificada, 6) celebrações festivas, 7) penitências, 8) proteção aos animais, 9) incremento da população universal e 10) probidade. Há dois tipos de beneficência: 1) alívio ao sofrimento dos outros e 2) melhoria da condição de outros. Deve-se praticar o bem a todos na medida do possível e sem distinções entre conhecidos e estranhos. Todos os pesares que nos afligem, também acontecem aos outros. Quando alguma doença me incomoda, quero que outros me ajudem e me livrem do problema. Da mesma forma, devemos nos preocupar profundamente com o alívio dos sofrimentos de outros, como se fossemos nós mesmos. Interesses pessoais podem obstruir isso, mesmo assim, devemos nos esforçar para remover o sofrimento de outros, e pôr nossos interesses pessoais de lado. Temos que nos esforçar para aliviar todos os pesares dos outros, sejam eles físicos, mentais, sociais ou espirituais. Os problemas físicos são doenças, fome etc.; os mentais são ansiedade, inveja, privação, medo etc.; os sociais são impossibilidade de manter a família, incapacidade de prover a educação dos filhos ou casá-los adequadamente, carência de dinheiro ou de pessoal para cremação dos mortos etc.; e os espirituais são dúvidas, ateísmo, desejos pecaminosos etc.. Também devemos nos esforçar para melhorar a condição de vida de outros, do mesmo modo que é nosso dever aliviar seu sofrimento. Devemos tentar melhorar as condições físicas, mentais, sociais e espirituais dos outros, ao máximo, através de dinheiro, ajuda física, bons conselhos, e também devemos ajudar nossos parentes.

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("Determinação dos Males"):

A mesquinhez é muito abominável para um devoto. Há três tipos: (1) mesquinhez de comportamento, (2) mesquinhez de riqueza e (3) mesquinhez de trabalho. Comporte-se com os Vaishnavas, levantando-se para vê-los, e tomando cuidado especial com eles. Comporte-se com os Brahmanas com honra formal e dando-lhes recompensas. Comporte-se com aqueles que tem de sustentar, dando-lhes alimentação e vestimentas adequadas. Tome as coisas dos outros através de pagá-las devidamente. Ajude o rei, pagando seus impostos e taxas. Comporte-se mostrando gratidão àqueles que o beneficiaram, e dê alimento aos pobres, remédios aos doentes, agasalhos para os que sofrem com o frio etc.. Quando todas as pessoas no mundo forem objetos do bom comportamento, se o comportamento adequado for praticado, não surgirá a mesquinhez de comportamento. Se não tiver condições de prover nenhum alívio, será suficiente comportar-se com palavras agradáveis. Comporte-se bem dizendo palavras doces a alguém, dando riqueza a outros e ajudando outros com trabalho. A mesquinhez de comportamento é proibida para os devotos.

A dependência é um grande mal. Há quatro tipos: (1) entregar-se à dor e tristeza, (2) entregar-se a um hábito, (3) entregar-se à intoxicação etc., e (4) entregar-se à superstição.

Existem centenas de causas mundanas para o Jiva vivendo no mundo atual ser dominado por tristeza, dor, ira, medo, avareza e paixão, mas os Vaidha-Bhaktas não devem se render a elas, quando surgirem. Elas causam a dispersão mental e impedem o caminho do cultivo da devoção. Eles devem sempre ter muito cuidado com isso. Dormir de dia ou na manhã, mascar nozes-de-bétel desnecessariamente, comer em horas inauspiciosas, ir à latrina em horas inauspiciosas, deitar em camas macias, comer alimentos fortes etc., no mínimo causam doenças. Devemos aceitar somente as coisas e hábitos essenciais às necessidades básicas da vida, e não devemos nos entregar ao hábito de usar coisas supérfluas. O uso de substâncias intoxicantes causa muito dano, e se entregar a esse hábito torna a devoção impura. Para não falar de bebidas alcoólicas, haxixe, ópio, "charas" e outras preparações do ópio, mesmo fumar tabaco é proibido para os Vaishnavas. Render-se a esses hábitos é contrário às regras dos Vaishnava Shastras. O Jiva que fuma tabaco se torna tão viciado que fica propenso a se juntar com más companhias. Entregar-se à superstição é um grande mal. Submissão à superstição gera a parcialidade. Se existir parcialidade não haverá consideração pela verdade. Usar os sinais Vaishnavas é tido como uma parte de Vaidhi-Bhakti. O cultivo corpóreo a Deus é feito por meio disso. Pensar que o sinal principal de um Vaishnava é superstição, gera a parcialidade na comunidade. Alguns guiados pela parcialidade desconsiderarão Vaishnavas santos que não estão usando esses sinais. De fato, se a associação santa não for obtida na sua própria comunidade, guiados pela superstição, será possível que eles se interessem em obter bons devotos de outras partes? Não será bom se a boa companhia não for obtida. Portanto, entregar-se à superstição é um grande mal. E por outro lado, eles freqüentemente não terão inclinação para alcançar princípios devocionais superiores devido ao confinamento no Varnashrama-Dharma. Às vezes, a malícia que é suicida aparece em seus corações.

É estritamente proibido desprezar outros deuses. Há quatro tipos de deuses: encarnações especiais de Deus, e alguns Jivas dotados com poder e autoridade por Deus. É absolutamente necessário não desprezar as Encarnações. Não há necessidade de argumentar a esse respeito. Jivas inumeráveis estão adorando esses deuses, que receberam o poder e autoridade para governar e proteger o mundo, pela misericórdia de Deus, e são considerados deuses por natureza. Os Vaishnavas não devem desprezá-los por malícia. Adore-os adequadamente e ore pelo benefício da devoção a Sri Krishna. Não devemos desprezar nem mesmo nenhum Jiva. Também devemos honrar as imagens adoradas nos diferentes países, pois essas réplicas são um meio de elevação da devoção dos seus adoradores respectivos. Se você desprezá-las, aumentará sua vaidade, o senso de humildade diminuirá, e seu coração não estará adequado para o cultivo da devoção.

Nunca cause ansiedade a outros Jivas. Matar Jivas para alimentação é um trabalho de crueldade para com o Jiva. Existem muitos trabalhos que causam crueldade aos Jivas, como fazer agitações sobre maus trabalhos de outros, fazer escândalos sobre outros, desavenças, dizer palavras duras, dar falso testemunho, manipular os interesses de outros para seu próprio benefício etc.. Inveja, roubo, desperdício do dinheiro de outros, ferir outros, tentação pela esposa de outro etc., essas são as causas da ansiedade dos Jivas.

Agora, é preciso considerar um pouco sobre as causas da ansiedade dos Jivas. Bondade com todas as criaturas é uma faculdade natural daqueles que recorreram exclusivamente à devoção. A bondade não tem existência separada da devoção. A mesma faculdade conhecida como devoção e amor, quando oferecida a Deus, se torna amizade, bondade ou indiferença, quando aplicada aos Jivas. Esse é um tipo de sentimento incluído na virtude natural dos Jivas. A bondade incluída na virtude eterna do Jiva assume vários nomes, no estágio de liberação é amizade somente, e no cativeiro é amizade, bondade ou indiferença a diferentes objetos. Considerando os Jivas mundanos, a bondade é restrita a seu próprio corpo no estágio inicial, se florescer um pouco, ela se direciona à família, e se florescer um pouco mais ainda, vai para a comunidade, se florescer mais, irá para todos os parentes de seu país, se florescer mais ainda, irá para todos os seres humanos do país, quando desabrocha completamente, ela se transforma num sentimento intenso em relação a todos os Jivas. O que chamamos de patriotismo na língua inglesa [ou portuguesa no caso] é um tipo de sentimento de apego pelos seres humanos do mesmo país. O que chamamos de filantropia também é um sentimento de afeição por todos os seres humanos. Entretanto, os Vaishnavas não devem se confinar na estreiteza desses sentimentos. Eles devem abandonar a propensão de causar ansiedade a qualquer criatura, e abraçar a bondade que é um sentimento embebido do coração, aplicado a todos os Jivas.

 

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Falar mal dos outros foi descrito como uma ofensa na ciência moral. Se julgarmos o peso comparativo da ofensa, falar mal de pessoas santas é considerado como a ofensa principal nos Bhakti-Shastras que lidam com a Verdade Última. Aqueles que blasfemam pessoas santas nunca promoverão sua devoção, devido à falta de pessoas santas. Da mesma forma como a Lua diminui na quinzena minguante, dia após dia, a faculdade da devoção no coração do Vaishnava diminui, devido a blasfêmia a pessoas santas. Mesmo se o Varnashrama-Dharma for efetuado muito bem, a faculdade da devoção ficará escondida, por falta de pessoas santas, e por cometer a ofensa de blasfemar pessoas santas. Notamos em muitos casos, que pessoas dedicadas ao Varnashrama-Dharma caem de seus Ashramas por terem ofendido ou blasfemado Vaishnavas, e se tornam ateus, e por último alcançam o estágio animal, desprovidos de moral. Portanto, a blasfêmia a pessoas santas deve ser sempre evitada.

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Os aspirantes à devoção devem observar cuidadosamente seus estados pessoais. Eles devem considerar como eram ontem, como estão hoje, e qual progresso fizeram. Observando durante vários dias, se notarem que não houve nenhum progresso segundo o método de evolução acima, deve-se entender que há algum mal oculto ou ofensa que impede o caminho. Deve-se detectar essa ofensa e tentar evitá-la, e a companhia dos devotos vai poder evitá-la. Com o cultivo e suplica constantes a Krishna eles vão se proteger para que essa ofensa não reapareça. Aqueles que não observam esses estágios evolucionários, vão atrasar o seu desenvolvimento por causa do obstáculo não notado. Portanto, ó devotos! Tomem um cuidado especial com isto.

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Processo de Nama-Bhajan

 

 A consciência sobre a característica da verdade transcendental constitui Swarupa-Siddhi. É o conhecimento sobre a verdadeira relação. Quando surge o conhecimento sobre relação, obtém-se Abhidheya na forma do cultivo de Prema e Prayojana, i.e. necessidade de Prema. O Chit-Dhama de Krishna, Chit-Lila de Krishna estão todos inclusos em Prema Tattva, que é a verdade da necessidade. No Prasna Upanishad, decide-se sobre Bhajan do Nome de Deus. O Nome Divino é afirmado como eternamente verdadeiro. O Nome de Krishna é aceito como Sua Manifestação neste mundo. Apesar de Nama consistir de uma combinação de letras, ainda assim é uma Manifestação especial de Krishna. Segundo o fato de que não há distinção entre Nama e Swarupa, Sri Krishna descendeu de Goloka-Vrindavana assumindo a forma de Nama. Assim o Nome de Krishna é a primeira informação com Ele. O Jiva deve portanto aceitar Seu Nama, se desejar obter Krishna. Sri Gopal-Guru Goswami, um dos discípulos mais queridos de Sri Swarupa Damodara Goswami, citou o Agni Purana em seu Harinamamrita-nirnaya, que diz, se alguém pronunciar "Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare" mesmo sem querer, não há dúvida de que vai obter seu objetivo desejado. O Brahmanda Purana diz, se alguém recitar "Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare", vai se livrar de todos os pecados. O maior pregador de Harinama e coletor de Seus dados relevantes é Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu. As palavras Hare Krishna que saem de Seus lábios inundaram o mundo com o vasto oceano de Prema. Sriman Mahaprabhu instruiu as pessoas para adotarem o rosário de Nama:

Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

que consiste de dezesseis palavras e trinta e duas letras [em Devanagari]. Tudo isto está descrito no Sri Chaitanya Charitamrita e Sri Chaitanya Bhagavata. Sri Gopal-Guru Goswami explicou o significado desses Nomes da seguinte forma:

"Por meio da pronúncia de Hari, remove-se todos os pecados das pessoas de mentalidade pecaminosa. Quando se toca no fogo sem saber, vai se queimar. Quando se pronuncia Harinama, exibe-se a verdade de Deus como "Chit-Ghana-Ananda", i.e. personificação da bem-aventurança sensível eterna e extingue-se "Avidya" que é a raiz do mal. Por isso, chama-se Harinama, ou é Harinama porque expulsa os três tipos de sofrimento de todos os seres sensíveis e insensíveis, ou porque cativa a mente de todo o mundo por meio do ouvir e cantar de Suas boas qualidades transcendentais inerentes, ou porque rouba a mente das pessoas e de todos os Avataras pois sua doçura transcende à doçura e beleza de uma infinidade de cupidos do amor. "Hare" é caso indicativo do termo Hari, ou segundo o Brahmasamhita, Aquela que pode roubar a mente de Hari por causa de Seu amor e afeição inigualáveis se chama "Hara", e se aplica somente à Srimati Radhika, filha do rei Vrishabhanu, e no caso vocativo Ela é "Hare".

Segundo o Agama Shastra, o significado de Krishna é Quem atrai ou Quem cativa. Krishna é derivado da raiz "Krish", i.e. atrair, e com a aplicação do sufixo "Na", indica bem-aventurança suprema. Portanto, Ele é o Grande Atraente, Ele é o Brahman Supremo e a personificação da bem-aventurança eterna. Krishna no caso indicativo é Krishna. Shiva diz no Agama: "Ó deusa! Todos os pecados são retirados com a pronúncia de "Ra", e "Ma" é uma porta fechada que previne a entrada do pecado novamente". Este é o significado de "Rama". Os Puranas também afirmam: "O significado de "Rama" é Aquele que é o Deus do Lila amoroso conjugal e que está sempre ocupado em diversões amorosas com Sua companheira eterna Sri Radha". Portanto, "Rama" indica somente Krishna e ninguém mais. Mostraremos a implicação de cada Nome no curso da discussão sobre Nama-Bhajan.

Os devotos que estão no estágio ascendente de Prema cantam e memorizam séries de "Hare Krishna Nama" fazendo a contagem em contas. Durante a hora do cantar e memorizar, eles cultivam constantemente o Swarupa transcendental, pois sabem o significado do Nama. No curso do cultivo constante, todo o mal é removido bem depressa e o coração se torna puro. Por meio do recitar do semblante de Harinama e da ponderação constante sobre o Seu significado, o Nama transcendental vai aparecer naturalmente no coração puro deles.

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(Última Edição: 08-mai-2016 )

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