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Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga (Original Sem "correções")
Terceiro Canto O Status Quo
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Capítulo 04 Vidura se Aproxima de Maitreya Verso 1 uddhava uväca Depois disso, todos eles (os descendentes de Vrishni e Bhoja), com a permissão dos brahmanas, compartilharam os restos de prasada e também beberam bebida alcoólica feita com arroz. Por beberem todos eles ficaram em delírio, e desprovidos do conhecimento, eles tocaram o âmago dos corações um do outro com palavras duras. Iluminação de Srila Prabhupada: Nas cerimônias quando brahmanas e Vaishnavas são alimentados suntuosamente, o anfitrião compartilha os restos de comida depois que o convidado dá permissão. Assim os descendentes de Vrishni e Bhoja formalmente pediram permissão para os brahmanas e comeram a comida preparada. Kshatriyas recebem a permissão de beber em certas ocasiões, assim todos eles beberam um tipo de bebida alcoólica leve feita com arroz. Com essa bebida eles ficaram delirantes e desprovidos de juízo, tanto que eles esqueceram seu relacionamento um com outro e falaram palavras duras que tocaram o fundo dos corações um do outro. Beber é uma coisa tão danosa que mesmo uma família altamente culta assim fica afetada pela intoxicação e podem esquecer de si mesmos no estado de embriaguez. Não se esperava que os descendentes de Vrishni e Bhoja se esquecessem de si mesmos desse modo, porém pela vontade do Senhor isso aconteceu, e assim eles se tornaram rudes um com o outro. Verso 2 teñäà maireya-doñeëa Do mesmo modo que pela fricção de bambus destruição acontece, assim também, pela interação dos defeitos da intoxicação, todas suas mentes ficaram desequilibradas, e destruição aconteceu. Iluminação de Srila Prabhupada: Quando existe necessidade de fogo na floresta, pela vontade do Senhor ele acontece devido à fricção entre bambus. Similarmente, os descendentes de Yadu foram todos destruídos pelo desejo do Senhor pelo processo de autodestruição. Justamente do modo como não há nenhuma possibilidade de fogo ocorrer fundo na floresta devido ao esforço humano, assim também não havia nenhum poder no universo o qual pudesse aniquilar os descendentes de Yadu, que eram protegidos pelo Senhor. O Senhor quis que eles fossem destruídos dessa forma, e por isso eles obedeceram à Sua ordem, como indicado pela palavra tad-anujñata. Verso 3 bhagavän svätma-mäyäyä A Personalidade de Deus, Senhor Sri Krishna, depois de prever o fim (da Sua família) por Sua potência interna, foi para a margem do Rio Sarasvati, tomou um gole da água, e sentou em baixo de uma árvore. Iluminação de Srila Prabhupada: Todas as atividades mencionadas acima dos Yadus e Bhojas foram executadas pela potência interna do Senhor porque Ele queria que eles fossem despachados para suas moradas respectivas depois que Ele finalizou Sua missão de descida. Eles eram todos Seus filhos e netos e receberam proteção completa pela afeição paternal do Senhor. Como eles poderiam ser aniquilados na presença do Senhor é respondido neste verso: tudo foi feito pelo Senhor Ele mesmo (svatma-mayayah). Os membros da família do Senhor ou eram encarnações de Suas expansões plenárias ou semideuses dos planetas celestiais, e assim antes da Sua partida Ele os separou por Sua potência interna. Antes de serem despachados para suas moradas respectivas, foram enviados para o lugar sagrado de Prabhasa, onde realizaram atividades piedosas e tomaram comida e água para o contentamento de seus corações. Então foi arranjado para que eles fossem mandados de volta para suas moradas para que outros pudessem ver que a poderosa dinastia Yadu não estava mais dentro do mundo. No verso prévio, a palavra anujñata, a qual indica que a seqüência inteira de eventos foi arranjada pelo Senhor é significativa. Esses passatempos particulares do Senhor não são uma manifestação de Sua energia externa, ou natureza material. Essa exibição da Sua potência interna é eterna, e por isso não se deve concluir que os Yadus e Bhojas morreram num estado de embriaguez numa guerra fratricida ordinária. Sri Jiva Goswami comenta sobre esses incidentes como apresentações mágicas. Verso 4 ahaà cokto bhagavatä O Senhor é o aniquilador dos sofrimentos daquele que é rendido a Ele. Assim Aquele que desejou destruir Sua família disse-me previamente para ir a Badarikashrama. Iluminação de Srila Prabhupada: Enquanto em Dwaraka, Uddhava foi alertado para evitar os sofrimentos que deveriam seguir o desaparecimento do Senhor e a destruição da dinastia Yadu. Ele foi avisado para prosseguir para Badarikashrama porque lá ele poderia se associar com os devotos de Nara-Narayana, e na associação deles do serviço devocional ele poderia incrementar sua avidez por cantar, ouvir, conhecimento e desapego. Verso 5 tathäpi tad-abhipretaà Mesmo assim apesar de eu saber Seu desejo (para destruir a dinastia), ó Arindama (Vidura), eu O segui porque era impossível para eu suportar separação dos pés de lótus do mestre. Verso 6 adräkñam ekam äsénaà Assim ao seguir, eu vi meu patrono e mestre (Senhor Sri Krishna) sentado sozinho e em pensamento profundo, abrigado na margem do Rio Sarasvati embora Ele seja o abrigo da deusa da fortuna. Iluminação de Srila Prabhupada: Aqueles que estão na ordem de vida renunciada freqüentemente tomam abrigo em baixo de uma árvore. O Senhor foi encontrado por Uddhava nessa condição de tomar abrigo como fazem pessoas que não têm abrigo. Porque Ele é o proprietário de tudo, todo lugar é Seu abrigo, e todo lugar está sob Seu abrigo. A manifestação cósmica material e espiritual inteira é sustentada por Ele, e por isso Ele é o abrigo de tudo. Por isso não foi nada espantoso Ele tomar abrigo no modo dos desabrigados que estão na ordem de vida renunciada. Verso 7 çyämävadätaà virajaà O corpo do Senhor é escuro, mas é eterno, pleno de bem-aventurança e conhecimento, e muito e muito bonito. Seus olhos são sempre calmos, e são avermelhados igual o Sol nascente na manhã. Eu pude reconhecê-Lo como a Suprema Personalidade de Deus por Suas quatro mãos, diferentes representações simbólicas, e roupas de seda amarela. Verso 8 väma üräv adhiçritya O Senhor estava sentado, descansando encostado numa jovem árvore banyan, com Seu pé de lótus direito sobre Sua coxa esquerda, e embora Ele deixou todos confortos do lar, Ele parecia bem contente naquela postura. Iluminação de Srila Prabhupada: De acordo com Srila Vishvanatha Chakravarti Thakura, a postura sentada do Senhor - com Suas costas encostadas contra a árvore banyan recém-nascida - também é significativa. Ashvattha, a árvore banyan, é chamada assim porque a árvore não morre muito rápido; ela continua a viver por muitos e muitos anos. As pernas Dele e suas energias são os ingredientes materiais, que são cinco no total: terra, água, fogo, ar e céu. As energias materiais representadas pela árvore banyan são todas produtos de Sua potência externa e por isso são mantidas nas Suas costas. E porque este universo particular é o menor de todos, a árvore banyan por isso é designada como pequena, ou como uma criança. Tyakta-pippalam indica que agora Ele finalizou Seus passatempos neste pequeno universo particular, mas porque o Senhor é absoluto e eternamente bem-aventurado, não existe diferença entre Seu deixar ou aceitar alguma coisa. O Senhor agora estava preparado para deixar este universo particular e ir para outro, justamente igual o Sol nasce num planeta particular e se põe em outro simultaneamente mas não muda sua própria situação. Verso 9 tasmin mahä-bhägavato Nesse momento, depois de viajar em muitas partes do mundo, Maitreya, um grande devoto do Senhor e um amigo e benquerente do grande sábio Krishna-dwaipayana Vyasa, chegou naquele ponto por sua própria e perfeita vontade. Iluminação de Srila Prabhupada: Maitreya era um dos discípulos de Maharshi Parashara, o pai de Vyasadeva. Por isso Vyasadeva e Maitreya eram amigos e benquerentes mútuos. Por algum acidente afortunado, Maitreya chegou ao local onde o Senhor Sri Krishna repousava. Encontrar o Senhor não é um incidente ordinário. Maitreya era uma grande alma e um filósofo acadêmico versado mas não um devoto puro do Senhor, e por isso seu encontro com o Senhor naquele momento pode ter sido devido a ajñata-sukrti, ou algum serviço devocional desconhecido. Devotos puros sempre se dedicam em atividades do serviço devocional, e por isso seu encontro com o Senhor é natural. Porém quando aqueles que não estão acima nesse padrão encontram o Senhor, é devido a alguma fortuna imprevista de serviço devocional acidental. Verso 10 tasyänuraktasya muner mukundaù Maitreya Muni estava grandemente apegado a Ele (o Senhor), e ele ouvia numa atitude agradável, com seus ombros abaixados. Com um sorriso e um olhar particular para mim, depois de me dar permissão para descansar, o Senhor falou o seguinte. Iluminação de Srila Prabhupada: Embora Uddhava e Maitreya fossem grandes almas, a atenção do Senhor era mais para Uddhava porque ele era um devoto puro imaculado. Um jñana-bhakta, ou aquele cuja devoção é misturada com o ponto de vista monista, não é um devoto puro. Embora Maitreya fosse um devoto, sua devoção era misturada. O Senhor reciproca com Seus devotos com base no amor transcendental e não na base do conhecimento filosófico ou atividades lucrativas. As gopis de Vrindavana não eram nem altos acadêmicos eruditos nem yogis místicos. Elas tinham amor espontâneo pelo Senhor, e por isso Ele Se tornou seu coração e alma, e as gopis também se tornaram o coração e alma do Senhor. O Senhor Chaitanya aprovou o relacionamento das gopis com o Senhor como supremo. Aqui a atitude do Senhor em direção a Uddhava era mais íntima do que com Maitreya Muni. Verso 11 çré-bhagavän uväca Ó Vasu, eu sei de dentro da sua mente o que você desejou nos dias de outrora quando os Vasus e outros semideuses responsáveis por expandir os assuntos universais executaram sacrifícios. Você particularmente desejou alcançar Minha associação. Isso é muito difícil de obter para outros, mas Eu a concedi para você. Iluminação de Srila Prabhupada: Uddhava é um dos associados eternos do Senhor, e uma porção plenária de Uddhava foi um dos oito Vasus nos dias de outrora. Os oito Vasus e os semideuses no sistema planetário superior, que são responsáveis pela administração dos assuntos universais, realizaram um sacrifício naqueles dias, com o desejo de satisfazerem seus respectivos objetivos últimos da vida. Naquele tempo uma expansão de Uddhava, que agia como um dos Vasus, desejou se tornar um associado do Senhor. O Senhor sabia disso porque Ele está presente no coração de cada ser vivo como Paramatma, a Superconsciência, que dá memória para a consciência parcial de cada ser vivo. O ser vivo, como consciência parcial, esquece incidentes da sua vida passada, mas a Superconsciência o lembra de como agir em termos de seu cultivo passado de conhecimento. O Bhagavad-gita confirma esse fato de vários modos: ye yatha mam prapadtyante tams tathaiva bhajamy aham (Bg. 4.11), sarvasya caham hrdi sannivisto mattah smrtir jñanam apohanam ca (Bg. 15.15). Todo mundo está em liberdade do jeito que gosta, mas o desejo é satisfeito pelo Supremo Senhor. Todos são independentes para pensar ou desejar, mas a satisfação de seu próprio desejo depende da vontade suprema. Essa lei é expressa como "Homem propõe, Deus dispõe". Nos dias de outrora, quando os semideuses e os Vasus executaram sacrifício, Uddhava, um dos Vasus, desejou entrar na associação do Senhor, o que é muito difícil para aqueles ocupados em especulação filosófica empírica ou atividades lucrativas. Essas pessoas praticamente não têm nenhuma informação dos fatos sobre como se tornar um associado do Senhor. Somente os devotos puros podem saber, pela misericórdia do Senhor, que a associação pessoal com o Senhor é a perfeição mais elevada da vida. O Senhor assegurou Uddhava que Ele satisfaria seu desejo. Parece que quando o Senhor o informou por Sua indicação para Uddhava, o grande sábio Maitreya finalmente ficou consciente sobre a importância de entrar dentro da associação com o Senhor.
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Continua em breve...
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Desde 18/julho/2000 (Última Edição: 13-out-2026 ) |